100fonteiras: Quem é o Ney Patrício?

Ney Patrício: Tenho 55 anos, casado, pai e avô. Sou contador, advogado, gestor público, empresário. Tenho uma trajetória de vida focada na minha profissão, onde me destaquei por ser dirigente sindical, dirigente das entidades representativas de classe, tanto do sindicato quanto do conselho de contabilidade que é o órgão de registro, controle e fiscalização da profissão. Sou do tempo da Câmara Júnior, atuante. Então a minha origem é origem humilde, cheguei em Foz em 1979 com meus pais e trabalhei por várias áreas para sobreviver como carpintaria.

Então parece que hoje temos uma vida boa e sempre foi assim, mas não, passei por muitas dificuldades e por isso dou valor. Ao longo da minha juventude também trabalhei na polícia, depois como office boy num banco e sai de lá como subgerente. Depois disso abri meu próprio escritório de contabilidade. Uns 15 anos atrás me formei em direito e montei um escritório também. Hoje trabalho com as duas empresas.

100f: Como iniciou na vida política?

Ney: Por conta de toda essa militância na Câmara Júnior e na classe contábil, as coisas foram acontecendo automaticamente. Aí seguindo os ensinamentos dos meus pais: estudar e trabalhar sempre, as coisas foram acontecendo. Jamais imaginava ser vereador, no entanto em 2001 fui eleito e fiquei até 2004.  Fui presidente da Câmara de Vereadores de 2003 a 2004 e a cidade vivia momentos de disputa política. Então minha família pediu que eu me retirasse da vida pública, e minhas filhas eram pequenas, então me dediquei à minha família e sai da vida política por um tempo.

Mas me especializei em prestação de contas eleitoral, também me preparei e comecei a trabalhar como advogado na área eleitoral, mas mais específico mesmo foi na área de prestação de contas. E por conta disso acabei coordenando as três campanhas do prefeito Chico e aí em 2016 e 2017 ele me convidou para ser Secretário de Administração.

E no meio da jornada passei a trabalhar como Secretário da Fazenda também, por cerca de 90 dias, até assumir em definitivo a Secretaria, onde deixei em abril para poder disputar a eleição deste ano.

De modo geral tenho grande experiência no setor privado, sempre envolvido com as demandas do setor contábil, na melhoria de processo e certificação. Mas aí nesse período que passei pela prefeitura, em especial na Fazenda, eu fiz um trabalho de redução de tempo de espera do cidadão, melhorias processuais, avanço da inclusão digital, entre outras questões de melhorias. E aí automaticamente eu fui tendo um certo reconhecimento por parte da classe contábil e os corretores de imóveis, pois mudei alguns processos que afetavam o dia a dia de trabalho deles, e isso foi me destacando. E com isso surgiu a ideia de eu me candidatar novamente como vereador, por causa da cobrança dos empresários, companheiros e amigos. Aí conversei com minha família e decidi aceitar.

100f: Imaginava que seria eleito Ney Patrício?

Ney: A gente nunca tem certeza da eleição. Eu estava preparado para isso e fui trabalhando desde dezembro do ano passado. Sempre analisando o momento, porque política tem seus momentos, igual a vida que é uma roda e tem altos e baixos. Analisei o contexto, aí chegou no final de março e tinha que decidir e então fui e agora estou eleito. Ainda não caiu a ficha, mas vejo como mais uma etapa da minha vida. Sinto que nesse momento posso ajudar a comunidade, com o conhecimento que tenho de fora e a experiência, ainda mais com essa renovação que teve na Câmara. É preciso pensar no coletivo e unir esforços para o bem coletivo.

100f: Para você, qual é a função do vereador?

Ney: A função de vereador é buscar produzir. As urnas desse ano mostraram o que o povo quer, o que o povo pensa. Então isso aumenta a responsabilidade. É preciso fazer um trabalho sério, discutindo questões de interesse da comunidade. E por isso tenho a pretensão de que no que eu puder vou colaborar para manter o time unido com as ideias para a frente.

Ney Patricio
Ney Patrício já foi vereador em 2001.

100f: E qual será a sua postura na Câmara de Vereadores?

Ney: A gente imagina de um jeito, mas o momento e o comportamento pode ser outro, redirecionar. Mas lá vamos estar cuidando do interesse público e isso tende a ter uma conduta de praxe. Mas a gente tem que avançar mais, sair dessa mesmice de sempre, até porque a sociedade espera mais. A função de vereador não tem muito o que produzir, ele legisla, faz as leis, discute e aprova novas leis que vem do executivo, mas quase todos os processos vêm do executivo por causa da prerrogativa. Então o vereador tem um trabalho sério de fiscalização, da aplicação correta do orçamento e precisa brigar pelos projetos de interesse da comunidade. Isso é o essencial.

100f: Quais ideias você pretende defender na Câmara de Vereadores?

Ney: A gente tem que trabalhar. E por isso eu quero brigar por aquilo que inicialmente eu considero urgente, discutindo com o executivo e com as entidades representativas do turismo, indústria e comércio quais são as alternativas que nós temos na recuperação econômica da sociedade. Precisamos criar um mecanismo pra isso ou vai acontecer automático? É preciso pensar em alternativas para o cenário. De questão prática, até por causa da minha profissão na qual tenho lutado pelas melhorias do serviço público, um dos focos é dar um apoio e atenção especial aos pequenos negócios. Eles precisam ter mais orientação, reduzindo as burocracias que lhe são impostas naquilo que o município possa fazer.

Debater com a prefeitura e com as classes interessadas maneiras de melhorar esse processo, desburocratizar, para gerar emprego e renda e que se não gerar emprego, pelo menos a renda para o cidadão, já que somos um país que tem pessoas empreendedoras. O cidadão, o empreendedor, tem que ter voz. O vereador é o que leva até o executivo o desejo da população e é por isso que falam que a Câmara de Vereadores é a casa do povo.

100f: Para fechar Ney Patrício, que mensagem gostaria de deixar para a população?

Ney: Eu sou uma pessoa que pensa que as portas precisam estar abertas, não fechadas, temos que abrir a discussão, atender as pessoas, mesmo na correria do dia a dia, ter tempo para elas. Gostaria de deixar a mensagem de esperança, de compromisso em realizar meu trabalho, compromisso de dar atenção as demandas da cidade, sem, contudo, garantir que tudo será resolvido, porque a cidade tem muitos problemas, mas estamos dispostos a buscar soluções, mesmo que os recursos sejam finitos, e as necessidades infinitas.

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Patrícia Buche

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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2 Comentários

  1. trabalhei por várias áreas para sobreviver como carpintar terreno aqui no centro.
    CARPINTAR ???
    Alô redação….

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