100fronteiras: Quem é Kalito Stoeckl?

Kalito Stoeckl: Sou nascido e criado  em Foz do Iguaçu. Tenho 43 anos, casado e pai de 02 filhos.  Morei a vida toda com meus pais na rua Naipi, em frente ao Colégio Monsenhor Guilherme. A minha mãe  foi professora e diretora do Colégio Monsenhor Guilherme. Meu pai é empresário de logística, tem transportadora aqui em Foz. Trabalhei como despachante aduaneiro por 15 anos e fui consultor de comércio exterior.

Sou professor de administração e atualmente dou aula na Unifoz, mas já   trabalhei em praticamente todas as universidades da cidade. Em 2014 fiz o concurso na Unila e passei para trabalhar como administrador.

Fui filiado ao Partido Verde (PV) por 13 anos e no final de 2015 acabei sendo convidado pelo deputado estadual na época e hoje prefeito de Foz Chico Brasileiro para me filiar ao PSD e ser candidato a vereador  em Foz pelo partido.

100f: Você já pensava em se candidatar?

Kalito: Eu tinha essa pretensão de me lançar pelo PV em 2015 ainda  e quando veio o convite só mudei de partido. E por que me candidatar? Porque eu faço parte de várias ONG’s e instituições beneficentes aqui na cidade e chegou um momento que faltava um braço da política nisso (e realmente falta), até mesmo para facilitar a atuação que a gente tem na sociedade através dessas ONG’s. Aí nessa conversa o grupo decidiu por mim. Então realmente é um mandato coletivo personificado  em minha pessoa. E por isso eu fico muito tranquilo, pois tenho esse respaldo de toda essa galera para que eu possa representá-los e claro, fazer o papel de vereador. Eu sou nascido nessa cidade e me sinto na obrigação de dar essa contribuição.

100f: Foi sua primeira vez como candidato?  

Kalito: Não, em 2016  fui candidato a vereador e fiz 1346 votos faltando apenas138 votos  ficando dessa forma como  suplente de vereador do PSD. Mas isso foi bacana, claro que ninguém entra para perder, mas foi bacana eu não ter sido eleito naquele ano, pois o prefeito Chico me convidou para ser chefe de gabinete dele e então eu fui cedido da Unila para a Prefeitura. E isso foi muito legal, pois peguei uma experiência fantástica. Por que ali você acorda falando de educação, almoça falando de saúde e volta falando de mobilidade e no outro dia começa tudo de novo. Então essa experiência, é isso que me deixa muito contente e confiante, porque eu pedia voto muito mais sereno, sabendo que eu estava preparado. Não que em 2016 eu não estivesse preparado, mas com essa experiência na prefeitura eu me senti realmente pronto. Além disso, eu trabalhei por alguns meses como diretor de mobilidade urbana que me deu outra visão de planejamento de cidade, e que agora carrego essa experiência para Câmara.  

Fui também, secretário municipal de administração interino, e foi uma das coisas que me deixaram mais contente porque é na minha área de formação e eu estudei pra isso. Foi quando consegui repassar a minha experiência acadêmica na gestão pública.

100f: Esperava ser eleito dessa vez?

Kalito: Sim, da outra vez eu já esperava, mas dessa vez parecia que eu tinha a obrigação de vencer. Por que eu já tinha ampliado meu leque de conhecimento, de atuação e inserção na sociedade. Então estou bem contente. E eu sempre falei que qualquer número acima de dois mil votos  seria suficiente, porque  sabíamos  que  seríamos eleitos com isso. O que eu não esperava era ser o vereador mais votado pelo meu partido com 2011 votos.  

Sabíamos que estávamos no caminho certo, os 45 dias de campanha foram muitos bons, muita gente foi abraçando a causa e isso foi  empolgando.

100f: Qual o sentimento de ser eleito vereador pela primeira vez?

Kalito: Estava esperando tanto isso que não sei. Eu tirei um fardo das costas. Um longo trabalho que agora foi coroado na certeza que  fiz a escolha certa, que  trabalhei certinho, que a minha atuação na Prefeitura foi bem conduzida.  É esse reconhecimento pelo trabalho que me deixa contente, mas claro, sabendo que agora começa uma outra fase, outro desafio já no executivo  era muito mais assertivo, fazia e atendia a uma demanda pessoal, mas no legislativo temos que construir. Então mesmo sendo situações distintas,  minha intenção é continuar no diálogo.

100f: Como você vê a função do vereador?

Kalito: Bom, ele tem a função básica de fiscalizar o executivo e de ser o elo entre a população e o prefeito. Então nessas duas questões básicas  estou tranquilo, porque  tenho a experiência na Unila, a questão de contratos públicos, então essa experiência de toda a minha vida vai agregando.

Outro ponto é que escutar as pessoas e trazer essa demanda também é algo do meu dia a dia e da qual posso fazer com muita tranquilidade.

100f: Que postura pretende adotar na Câmara?

Kalito: Diálogo. Porque teremos vereadores da oposição e da situação que talvez tenham um pensamento diferente, e isso é normal. Mas o diálogo acima de qualquer coisa, sempre conversando e escutando, porque pessoas inteligentes mudam de opinião a toda a hora, então não tem problema nenhum.

Kalito vereador Foz
Kalito foi o vereador mais votado pelo partido e o terceiro mais votado em Foz.

100f: Quais os seus projetos Kalito?

Kalito: São duas questões que trabalhei bastante no executivo e que gostaria de focar mais. Uma delas é a questão da mobilidade urbana, justamente porque fui diretor de mobilidade e porque nós elaboramos um plano de mobilidade aqui em Foz. Era um projeto parado desde 2003 e eu fui o presidente da comissão que elaborou esse plano e aprendi bastante sobre o assunto, gosto bastante, e então como vereador uma das questões minhas seria cobrar esse plano, tirá-lo do papel, pois ainda há revisões a serem feitas, e assim poder tocar o plano que lá atrás ajudei a construir com vários outros atores, porque claro que a gente não faz nada sozinho.

Outra bandeira é o Compliance do município, porque Foz do Iguaçu foi o primeiro município do Paraná que elaborou um projeto de lei de Compliance municipal, de boas práticas e de transparência e eu também fui o presidente dessa comissão. E foi um trabalho muito bacana com vários atores. Foi algo que aprendi bastante, tive que estudar sobre o Compliance, que é mais de empresas privadas, e assim poder adaptar para o serviço público. A lei já foi aprovada em dezembro de 2019, mas por conta da pandemia parou. Falta ainda um decreto do prefeito para regulamentar a lei. Após a elaboração do decreto há a efetiva aplicação dele e a cobrança dessa lei. Então essas essas duas questões são as principais ações que irei trabalhar.

100f: Como você vê essa responsabilidade de fazer parte desse grupo de renovação na Câmara de Vereadores de Foz?

Kalito: Em primeiro lugar é preciso entender que recado foi esse das urnas, o que a população quis dizer. E eu vejo com muita satisfação de poder participar desse processo e ser um desses escolhidos para essa renovação. Contente, mas sabendo da responsabilidade de estar sendo vigiado a todo o momento e isso também é bom, porque mostra a participação da sociedade. E até com isso, um dos meus primeiros desejos é conversar para ver a possibilidade de talvez estar mudando o horário das sessões na Câmara, pois terça-feira às 09h da manhã ninguém vai poder assistir, a não ser numa causa específica. E isso é ruim. E talvez com isso aumentar a participação das pessoas na vida da Câmara.

100f: Para fechar a entrevista que mensagem gostaria de deixar para os iguaçuenses?

Kalito: Gostaria de pedir para que as pessoas me procurem, que venham me conhecer e possam contar comigo. Pois preciso saber o que as pessoas querem, porque agora é a hora de trabalhar. E quero trabalhar junto com o povo.

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Patrícia Buche

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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