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Surgimento: O termo ceticismo é de origem grega e significa exame. Seu fundador foi Pirro de Elis, no século IV. Ao passar do tempo, o ceticismo se dividiu em duas linhas, o filosófico e o científico. 

Ceticismo. Ceticismo é estado interno de quem questiona tudo com vistas a chegar às próprias conclusões. A partir do acesso a diversas fontes de informações, o indivíduo é capaz de ter opinião autônoma acerca do tema que pesquisou. Ele está atrelado a uma postura íntima investigativa, de criticidade, racionalidade, independência e autonomia.

Característica. Uma pessoa cética aplica a Descrenciologia em tudo e tem a predisposição (uma espécie de filosofia de vida) a perguntar tudo, duvidar, sempre tendo em mente, manter o livre-arbítrio para chegar à própria resposta. 

Abertismo. Além de se questionar, quem é cético, em busca da verdade pessoal acerca de tudo, sem dogma, precisa validar teorias e ideias através de experiências científicas: isso é possível de alcançar estando aberto a observar e reconhecer novas evidências, mesmo (e, principalmente) que elas contrariem as crenças pessoais (aliás, a postura cética busca eliminar crenças e substituí-las por verdades relativas de ponta).

Contraponto. A condição oposta ao ceticismo é o dogmatismo, típico das religiões que inculcam verdades absolutas geradoras de crenças inquestionáveis e comportamentos igualmente inquestionáveis e radicais.

Crença. Um indivíduo aceita determinada coisa como verdade absoluta e não abre espaço para discussões. Tal coisa pode ser, por exemplo, uma ideia que se fossiliza e não pode ser posta à prova para se chegar a diferentes conclusões, a fim de desconstruir o que achava ser “correto” anteriormente.

A isso, denominamos crença. A pessoa dogmática, crédula, assume como verdadeiro qualquer ideia, condição ou situação que reforce a verdade inquestionável que sustenta sua crença.

Ingenuidade. Existe uma característica dos crédulos que é a ingenuidade: inocência, credulidade, infantilidade, inexperiência, ignorância, bondade.

A ingenuidade abre espaço à manipulação alheia: discursos, oratórias, gestos que visam levar alguém ou um grupo a agir da maneira de quem manipula e cujo interesse é satisfazer vontade própria.

Anticético. Quem se encaixa nas condições dogmáticas pode ser considerada, igualmente, anticético:

“O anticético é a conscin, homem ou mulher, partidária do Anticeticismo, a doutrina contrária ao pensamento ceticista da Raciocinologia, da Descrenciologia, da Refutaciologia, da Confutaciologia e da Autopesquisologia.” * 

PD. A liberdade à sujeição que a ingenuidade cria é aplicação constante do Princípio da Descrença (preceito basilar da neociência Conscienciologia).

O Princípio da Descrença (PD) prescreve a orientação cética: “não acredite em nada, nem mesmo no que lhe informarem aqui. Experimente.

Tenha suas experiências pessoais” e reflita sobre elas. Questione tudo e todos, inclusive suas crenças pessoais e as substitua por suas verdades relativas de ponta. Evolua, aprimore-se e ajude a melhorar onde quer que esteja. Deixe as pessoas e os locais melhores do que encontrou. Eduque-se e reeduque-se sempre.

Significado. Princípio da descrença é definido como: “a proposição fundamental e insubstituível da abordagem da Conscienciologia às realidades, em geral, do Cosmos, em qualquer dimensão, recusando a consciência pesquisadora e refutadora de todo e qualquer conceito de modo apriorista, dogmático, sem demonstração prática ou reflexão demorada, confronto da causação, lógica e a plenitude da racionalização pessoal.”*

Convocação. Diante do exposto, caro leitor ou leitura, convido-o(a) a não acreditar em nada, nem mesmo no que está escrito aqui. Questione, reflita e chegue às próprias conclusões.

* (Vieira, Waldo. Verbetes: Anticético e Princípio da Descrença. Enciclopédia da Conscienciologia. Versão digital. In.: encyclossapiens.org)

Adriana Rocha

Possui estágio de pós doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é Doutorada em Direito pela UFSC e Coordenadora Admin., Educação e Pesquisa na COSMOETHOS.

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