A história da saúde em Foz do Iguaçu está diretamente ligada à construção da Itaipu. Em paralelo à obra da usina, muitas necessidades surgiram na cidade. Foi preciso ampliar as estradas, criar bairros – como as vilas A, B e C – para abrigar os trabalhadores que vinham de fora e, consequentemente, oferecer um sistema de saúde capaz de suprir as necessidades dessa população que só tinha a crescer.

Para isso, a Itaipu inicialmente constituiu três ambulatórios médicos: um no canteiro de obras, outro na Vila A, chamado de Madeirinha, próximo de onde hoje se encontra o Hemonúcleo, e outro na Vila C, o Madeirão. Também na época, a binacional alugou dois pequenos hospitais existentes, o Carlos Chagas e o São Vicente de Paula.

Mas era preciso criar algo maior, por isso, em 1979, quatro anos após o início das obras da usina, foi construído o Hospital Itaipu – inaugurado no dia 1º de julho daquele ano, com uma área construída de 11.500m2.

Já na época, a Itaipu investiu em equipamentos modernos, montou um ambulatório médico, um pronto-socorro 24 horas e 181 leitos de internação, sendo que 64 deles eram dedicados aos cuidados mínimos de adultos, 31 de cuidados intermediários de adultos, 45 para atendimento pediátrico, 31 de maternidade e dez leitos de UTI. Só no centro cirúrgico eram seis salas, e os profissionais foram contratados de conceituadas escolas de medicina.

Reivindicação para tornar o hospital da comunidade

No entanto, a ideia de ter um hospital daquele porte apenas para atender os funcionários da Itaipu não estava mais dando certo. Por isso, o vereador da época Carlos Grellmann (eleito em duas oportunidades: de 1988 a 1992 e de 1992 a 1996), já no início do mandato, em 1989, foi o primeiro político que visualizou a importância do hospital para a população. “Dentre outros projetos, uma das primeiras lutas que tive foi justamente de fazer essa indicação aos poderes constituídos do governo municipal, estadual e federal solicitando que fosse realizado um estudo para que abrisse o hospital para a comunidade”, relembra Carlos. Ele destaca que essa mobilização foi feita na Câmara de Vereadores e teve apoio da maioria dos legisladores. Ele também enviou a solicitação ao governador do Paraná na época, Alvaro Dias, ao diretor da Itaipu, Ney Braga, e ao presidente da República, José Sarney.

Na ocasião, o jornal Nosso Tempo publicou uma matéria falando sobre a ação do vereador Grellmann reivindicando a abertura do Hospital de Itaipu para a comunidade. O periódico registrou: “Nas sessões da Câmara de Vereadores do mês de junho, o vereador Carlos Grellmann, do PDT, apresentou indicação propondo a celebração de um convênio entre o Município de Foz do Iguaçu, a Itaipu Binacional e o Governo do Paraná para fazer com que o Hospital Madeirinha, da Itaipu, se abra ao atendimento a toda a comunidade, deixando de ser exclusivo dos funcionários da hidrelétrica”.

O jornal mencionou que a justificativa da indicação de Grellmann e do vereador Paulo Ghisi era a de que o hospital foi construído e equipado para atender a uma massa de trabalhadores, que no pico das obras chegou a 40 mil, mas que com o término da construção baixou para cerca de oito mil. Assim, boa parte da capacidade da unidade ficaria ociosa, “o que é um absurdo, uma vez que Foz do Iguaçu está seriamente deficiente no setor hospitalar”. Outro argumento levantado pelos vereadores era que o grande número de pessoas que já não tinham mais vínculo com a Itaipu dependia dos hospitais da cidade, que assim ficavam sobrecarregados e sem condições de atender todos que necessitavam.

Jornal Nosso Tempo de 1989.

“Mais do que fazer uma reivindicação, a minha principal preocupação na época era manter o hospital ativo para atender a população iguaçuense, que necessitava de um hospital do porte da Itaipu. Na época da Itaipu, eles prepararam a cidade para absorver o número de trabalhadores que chegava, mas também havia toda a questão de que esses trabalhadores vinham a Foz para a construção da usina, mas depois iam para outros lugares trabalhar em outras obras. No entanto, muitos desses trabalhadores ficaram em Foz. E a construção do hospital exclusivo para a Itaipu na época foi muito interessante e correto porque desafogou a questão da saúde na cidade. Mas, num segundo momento, a Santa Casa passou a ficar superlotada. Com o término das obras da Itaipu e, consequentemente, boa parte dos trabalhadores indo embora, minha preocupação era de que desativassem o hospital. Na época eu não tinha ideia de que a Itaipu tinha essa preocupação com a cidade, era tudo muito obscuro. E por isso defendi a ideia de abrir o hospital para a cidade, levantei a questão da responsabilidade social da Itaipu, que estava na cidade não apenas para a obra, mas sim para deixar um legado”, explica Grellmann.

E para sua surpresa, o próprio prefeito acatou a ideia nos anos 1990, sendo formada uma comissão de estudo com vistas à abertura do hospital para a comunidade. “Hoje vejo com muita alegria o resultado de toda essa luta, pois hoje o hospital é uma referência não só no país como em nível internacional”, ressalta Carlos.

“Em 1990, meu filho teve meningite, e a Santa Casa fazia medicina de guerra, era superlotado, fazia atendimento nos corredores, e eu decidi levar o meu filho para o Hospital de Itaipu, aí pedi para um amigo meu se poderia levar meu filho lá, me autorizaram. O hospital era na época o que já é hoje, aquela estrutura toda. Aí cheguei lá e só tinha internado meu filho e um senhor, o restante estava ocioso. Hospital vazio! Aí meu filho se recuperou rápido e em dois dias ganhou alta, e eu fiquei com aquilo na cabeça. Um hospital enorme e vazio, e Santa Casa superlotada. Era preciso fazer algo para que o hospital atendesse toda a população de Foz e não apenas os funcionários de Itaipu”, frisa o prefeito da época (1988-1992), Álvaro Neumann.

Prefeito da época (1988-1992), Álvaro Neumann.

Ele relata que naquele tempo o diretor-geral do lado brasileiro da Itaipu era Fernando Xavier Ferreira e que entrou em contato com ele para discutir a questão do Hospital de Itaipu. A partir desse contato, eles criaram uma comissão com vários representantes da secretaria estadual e federal de Saúde, líderes da saúde em Foz e representantes da Itaipu para fazer um estudo de viabilidade do hospital. Com isso realizaram um levantamento de toda a unidade hospitalar e dos equipamentos que havia, e decidiram organizar uma reunião com representantes da sociedade civil de Foz. Nessa reunião apresentaram a ideia, mas sem comentar que se tratava do Hospital de Itaipu. No entanto levou um tempo até que de fato o hospital fosse aberto à comunidade, algo que aconteceu em meados de 1991.

Por que Ministro Costa Cavalcanti (HMCC)?

Foi também em 1991 que ocorreu a solenidade de alteração do nome do hospital, que passou a chamar-se Ministro Costa Cavalcanti. A escolha se deu porque o general Costa Cavalcanti foi o primeiro diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, além de ter exercido funções de ministro de Estado, presidente da Eletrobras e deputado federal. Assim, no dia 18 de dezembro de 1991, a Diretoria Executiva, por meio de uma solenidade aprovada em reunião (426ª), firmou uma homenagem ao general José Costa Cavalcanti e nomeou o hospital em alusão a ele.

Álvaro comenta que esteve presente à cerimônia, que ocorreu em frente à caixa-d’água localizada no pátio do hospital. “Tem pessoas que ainda hoje falam mal de mim porque, na época, diziam que eu ia tirar o hospital deles. Mas o hospital é público, e a minha população necessitava de outro hospital para suprir a demanda da cidade.” O ex-prefeito relembra também que abrir a unidade hospitalar de Itaipu à cidade desafogou a demanda por atendimentos na Santa Casa. Segundo ele, a Santa Casa tinha muitas dificuldades, atendia particulares, planos de saúde e SUS, e já recebia pessoas do Paraguai. Com isso, o hospital não aguentava a grande procura nem os altos custos, mesmo o município ajudando. Mas quando foi aberto o Hospital de Itaipu a situação melhorou porque quem tinha convênio e plano de saúde migrou para o novo hospital, que era mais moderno, deixando a Santa Casa apenas com o atendimento pelo SUS.

Além disso, ele conta que, com esses dois hospitais em funcionamento, demorou para que clínicas e consultórios particulares surgissem em Foz. “A Itaipu contratava na época os médicos para atendimento exclusivo à Itaipu, ou seja, eles não podiam atender por fora. Já a Santa Casa também tinha médicos que atendiam apenas ao hospital, ou seja, não havia clínicas e consultórios particulares na cidade, ninguém investia, e isso atrasou muito o desenvolvimento da área médica na cidade, diferente de Cascavel, que não tinha grandes hospitais e com isso abriu diversas clínicas especializadas, se tornando um polo regional.”

Fundação de Saúde Itaiguapy

Posteriormente foi preciso criar uma fundação para fazer a gestão do hospital. O nome Fundação de Saúde Itaiguapy só foi definido em 26 de outubro de 1994, pela Itaipu Binacional, sendo uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos e com autonomia jurídica, administrativa e financeira, com o objetivo de prestação de serviços de assistência médica e de proteção e preservação da saúde humana, cuja finalidade principal é manter e operar o HMCC.

Com isso, o hospital passou a atender pacientes de forma particular e por meio de planos de saúde, sendo também credenciado a prestar atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 1996. Nesse mesmo ano, o HMCC se tornou responsável por administrar, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, o Hemonúcleo de Foz do Iguaçu, que abastece o Costa Cavalcanti e diversos hospitais da região com hemoderivados.

“Foi a melhor solução que aconteceu, porque hoje nós temos um hospital bom, que está crescendo e é referência”, salienta Álvaro. 

Comprometimento e segurança

A partir dos anos 2000, o hospital começou a passar por reformas e implantação de novos serviços. Em 2007, o HMCC foi o primeiro do interior do Paraná a obter e manter o Nível 1 da Acreditação, algo que se repetiu em 2012, quando obteve o Nível 2, Acreditado Pleno. Em 2014 foi reconhecido pelo grau máximo de reconhecimento de qualidade a uma instituição de saúde por meio da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e conquistou o Nível 3, Acreditado em Excelência, o que remete à segurança, padronização de procedimentos, programas de capacitação e qualidade dos serviços prestados.

Importância para a comunidade

Atualmente, o HMCC é uma instituição filantrópica. Esse é um sonho antigo da instituição e começou a ser concretizado em 2011, quando o primeiro pedido de concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBS) na área da saúde foi deferido. Em 2018, a unidade hospitalar conquistou um importante diferencial na prestação de serviços de saúde: a segunda recertificação de entidade filantrópica.

Mas o que isso significa? As instituições filantrópicas são aquelas reconhecidas como entidades beneficentes de assistência social com finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência social, saúde ou educação. Para isso, uma das maneiras de conseguir esse certificado é ofertar no mínimo 60% dos atendimentos ao SUS. Conseguindo isso, o hospital deixa de gastar com impostos e encargos sociais e passa a destinar o dinheiro em melhorias no atendimento à comunidade, o que inclui novas tecnologias, capacitação profissional e programas de saúde de forma integrada às políticas governamentais.

Hemonúcleo de Foz do Iguaçu

Uma das mais importantes ações de solidariedade humana é a doação de sangue que tem o objetivo central de salvar vidas. Em Foz do Iguaçu, a Fundação de Saúde Itaiguapy, administradora do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), também é responsável por administrar o Hemonúcleo. Criado no mesmo ano em que se deu início ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em 1996, hoje o banco de sangue é responsável por atender às demandas de serviços das áreas de oncologia, hematologia, cirurgia cardíaca e trauma.

O Hemonúcleo de Foz também atende toda a 9ª Regional de Saúde e disponibiliza hemocomponentes para todos os hospitais da região. Coleta em média quase 13 mil unidades de sangue total por ano, ocupando a segunda colocação em número de bolsas coletadas entre todas as unidades da Hemorrede do Paraná. A média mensal de doação de sangue está em 1.200, e o banco de sangue trabalha para que as doações sejam regulares.

De acordo com o diretor-superintendente do HMCC, Fernando Cossa, o Hemonúcleo de Foz é o único hemocentro do Paraná que é administrado por uma instituição privada, pois os demais são administrados pelo Hemepar, órgão responsável pelos hemocentros do estado. “O Hemonúcleo funciona, de forma provisória há 20 anos, no local onde antes era uma creche dos funcionários. A sede foi cedida pela Itaipu, os equipamentos, pelo estado, e nós cedemos a operação, gestão e funcionários. E agora, recentemente, conseguimos junto à Itaipu um recurso de R$ 4 milhões para construir um novo Hemonúcleo em um terreno em frente ao atual”, revela.

Com isso, a atual sede do Hemonúcleo passará a abrigar o Instituto de Ensino e Pesquisa. Atualmente, o HMCC oferta um programa de bolsa de estudo de pós-graduação para médicos, a residência médica, em que eles se formam especialistas em algumas áreas. Hoje são quatro programas: ginecologia e obstetrícia, anestesiologia, cardiologia e radiologia. E com essa mudança de sede se espera a abertura de mais duas especializações: em neonatologia e cirurgia oncológica.

Laboratório próprio

A Fundação de Saúde Itaiguapy também conta com um Laboratório de Análises Clínicas formado por uma equipe profissional de alta qualidade e que realiza cerca de 90 mil exames por mês, tanto para planos de saúde como para atendimentos particulares. Atende cerca de nove mil pessoas e possui o melhor parque tecnológico da região, com equipamentos utilizados pelos melhores laboratórios do Brasil.

HMCC em números (dados de 2019)

  • 1.130 internações por mês.
  • 368 partos por mês.
  • 202 leitos.
  • Mais de mil colaboradores.
  • 25 mil pessoas beneficiadas pelo Plano de Saúde Itamed.
  • Seis salas cirúrgicas, cinco eletivas e uma de emergência.
  • Média de 2.200 análises de prescrições/mês.
  • Centro clínico – 17 mil/mês.
  • Quase 700 colaboradores voltados à assistência do paciente.
  • Corpo clínico com mais de 400 médicos.
  • 60% de atendimentos a pacientes do SUS.
  • 90 mil exames por mês. 85% realizados nos laboratórios próprios.
  • Cinco mil consultas por mês no pronto-atendimento.
  • 840 consultas por mês no pronto-socorro.
  • 600 procedimentos por mês de todos os portes.
  • Nível 3 em Acreditação Hospitalar.

Reforma e ampliação do HMCC

O diretor Fernando Cossa explica que a necessidade de ampliação do HMCC surgiu de uma série de estudos e levantamentos. Em 2018 começaram a identificar os gargalos, fizeram uma coleta de dados e pegaram os últimos oito anos, realizando assim uma projeção para os próximos dez de como seria a necessidade e o crescimento das demandas. “Isso foi apresentado em 2019 para o atual diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, quando ele estava realizando a segunda visita técnica na Itaipu e foi até o Hospital Costa Cavalcanti. Nesse dia nós apresentamos o projeto a ele, e ele disse que o projeto era pertinente e que nossa gente tivesse todo o atendimento aqui em nossa cidade, e não precisasse sair de Foz. Então ele abraçou o plano, apresentou para o Conselho de Itaipu, e a Itaipu destinou os R$ 64 milhões.”

Com isso, no final de abril de 2019, a Itaipu aprovou os investimentos em torno de R$ 64,7 milhões no HMCC. O hospital passará por uma ampla reforma, que durará quase quatro anos, incluindo a expansão da área construída, instalação de novos leitos, aquisição de equipamentos e contratação de mais profissionais.

Atualmente são 25 mil metros de área construída. Com a ampliação, o número de leitos subirá para 260 e posteriormente para 280. Haverá ainda mais 12.315m² de área construída e 8.503m² de reforma, totalizando 20.818m².

Isso permitirá a ampliação das salas cirúrgicas, a construção de um novo laboratório de análises clínicas e a expansão dos serviços de quimioterapia e radioterapia. Além disso, serão construídos mais dez leitos de UTI geral, dez de UTI neonatal e 38 de internação.

Também será edificado um novo centro maternoinfantil, em uma área anexa ao hospital com 8.250m², que envolverá o Centro de Atendimento à Gestante, o Alojamento Conjunto, a UTI Neonatal, a UCI Neo e a Unidade Mãe Canguru.

O pronto-atendimento e o pronto-socorro serão unificados, o que possibilitará mais agilidade e qualidade no atendimento.

O Laboratório de Análises Clínicas passará a ter 1.000m² (atualmente são 500), o que aumentará a capacidade produtiva e maior internalização dos exames realizados rotineiramente, garantindo mais confiabilidade e rastreabilidade de todos os processos.

A área de oncologia ganhará uma nova máquina de radioterapia – Acelerador Linear – e contará com 590m² de ampliação, aumentando assim o espaço de quimioterapia.

Todos esses novos serviços demandarão a contratação de pelo menos mais 200 profissionais, sem contar os empregos indiretos. A intenção é que as obras iniciem em breve e terminem em 2024.

“A nossa intenção é proporcionar para a cidade toda a estrutura de média e alta complexidade para que eles tenham todo o suporte necessário aqui em Foz e não necessitem sair da cidade para buscar atendimento. E mais do que isso, transformar Foz do Iguaçu num polo de atendimento à saúde, onde as pessoas possam olhar pra Foz e encontrar aqui um porto seguro”.

Fernando Cossa, diretor-superintendente do HMCC.
Fernando Cossa está há um ano como diretor-superintendente do HMCC, mas trabalha há nove anos dentro do hospital. Antes disso, trabalhou na Santa Casa, no Hospital Municipal e na Itaipu.

Laboratório de Biologia Molecular

Foz do Iguaçu é referência no combate ao mosquito da dengue, trabalhando de forma preventiva, pois, diferentemente das outras cidades, que identificam a pessoa já contaminada, em Foz é realizada a detecção do vírus no mosquito, monitorando assim a região onde há maior incidência de proliferação, com isso realizando ações específicas no combate à disseminação da dengue.

Atualmente há cerca de 3.500 armadilhas na cidade que capturam o mosquito, todas elas georreferenciadas. O Centro de Controle de Zoonoses leva os mosquitos capturados a um laboratório, onde se separa o Aedes aegypti fêmea, que é encaminhado ao Laboratório de Biologia Molecular do HMCC. Nesse laboratório, os exames identificam se o mosquito está contaminado com os vírus da dengue, zika ou chikungunya. Com essas informações, o CCZ identifica a região e passa a intensificar o trabalho de prevenção e conscientização da população.

O laboratório surgiu há cerca de quatro anos, também com investimentos da Itaipu Binacional, e foi nele que passaram a ser realizados os exames de PCR para identificação do SARS-coV-2, vírus responsável pela covid-19, conseguindo a habilitação junto ao Lacen, de Curitiba. Atualmente existe um projeto para ampliar esse laboratório, que tem capacidade para realizar exames em amostras de humanos, insetos e animais, e passará a fazer também análise em derivados de leite e carne, permitindo a realização de exames e a certificação de qualidade para produtores e cooperativas da região.

Contribuição: Historiador Carlos Grellmann

Fotos: Débora Black Nascimento, Sara Cheida, Rubens Fraulini e Acervo Itaipu Binacional

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras.

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