Normalmente, a vazão das Cataratas do Iguaçu é de 1,5 milhão de litros de água por segundo, dando aquela paisagem linda que tão bem conhecemos e adoramos. Porém, com o período de seca, a tão conhecida estiagem, essa paisagem mudou, e isso se deve a La Ninã.

Hoje, dia 10, a vazão está apenas em 399 metros cúbicos por segundo. Com essa grande diferença para o normal das cachoeiras, elas estão quase desaparecendo entre as rochas e pedras.

Isso se deve principalmente pelo período de estiagem que o Paraná inteiro está passando por. Abril foi considerado um dos mais secos da história do Estado, e Foz do Iguaçu teve apenas 41,3% do volume esperado de chuva, a expectativa sendo 147,1 mm. 

Essa situação também é bem visível nos rios e lagos que circulam por Foz do Iguaçu, como o Rio Paraná e no Lago de Itaipu. Ambos estão com seus volumes baixos, atrapalhando um pouco a produção de energia da Itaipu Binacional está sendo afetada, mas a Usina de Itaipu reforça que continua atendendo a demanda de energia do Brasil e do Paraguai.

La Niña

A vazão das Cataratas do Iguaçu teve essa diminuição pelo fenômeno La Ninã, que é uma alteração cíclica das temperaturas médias do oceano. Com ela, mudanças no tempo acontecem, como a distribuição de calor, concentração de chuvas e formação de secas, que é o que está ocorrendo no Paraná.

Com o fenômeno La Ninã em ação, além da vazão das Cataratas do Iguaçu e de rios e lagos pelo estado terem seu volume abaixado, a agricultura também perde bastante.

Agricultura

Além de ocorrerem perdas na agricultura por causa da seca, os rios e lagos com baixo volume atrapalham na exportação da safra. Por exemplo, no Paraguai, a estiagem prejudicou o escoamento de grãos no país, com cerca de 2 bilhões em, produtos estão “parados” por causa da dificuldade de navegação nos rios.

Cerca de 150 mil toneladas de grãos que foram guardadas em barcaças, e 600 mil toneladas estão em silos. Para que as barcaças e os silos comecem a se mover, o nível do Rio Paraná precisa subir.

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