Com a falta de chuva nos últimos tempos, em especial no mês de abril, a maioria das cidades do Paraná, e Foz do Iguaçu, sofrem com a estiagem. Esse fenômeno também tem suas consequências para os rios, e isso é possível ver no Rio Iguaçu, que é o responsável pelas quedas das Cataratas do Iguaçu.

No momento, a estiagem é um grande problema para Foz do Iguaçu; as Cataratas do Iguaçu já estão com a vazão cinco vezes menor que o normal, que é de 1,5 milhão de litros por segundo e agora, com a crise hídrica em todo o estado, está 373 mil litros de água por segundo (dados do dia 5).

A  chuva aqui em Foz do Iguaçu foi pouca, com apenas 41,3% do volume aguardado de 147,1mm, e isso é o fator que contribuiu para a estiagem na cidade. Com esse problema, as pedras das Cataratas do Iguaçu podem ser vistas com facilidade.

A situação da estiagem em Foz também é visível no Rio Paraná e no Lago de Itaipu, que começam a ter seu volume baixo. Com isso, a produção de energia da Itaipu Binacional está sendo afetada, mas apenas um pouco por enquanto.

A Usina de Itaipu reforça que vem se esforçando para otimizar os recursos, e ainda continua atendendo a demanda de energia do Brasil e do Paraguai também.

Estiagem no Paraná

Nos últimos dois anos, além dos paranaenses estarem passando por uma pandemia, o estado também passa por uma crise hídrica. E o último mês de abril foi considerado um dos mais secos desde o início da série histórica, em 1998.

Com isso foi decretado situação de emergência hídrica na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste do Estado. O decreto 7.554/21, do dia 4 de maio, vai ter validade de 90 dias e é assinado um ano após medidas semelhantes terem sido adotadas para minimizar os impactos da crise hídrica.

O Estado busca agilizar os processos para garantir o abastecimento e a qualidade da água consumida nas cidades mais afetadas pela estiagem. “Mais uma vez pedimos o apoio de toda a população para que faça o uso racional da água. Além de enfrentar uma pandemia, o Paraná passa por uma crise hídrica sem precedentes em nossa história”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior sobre a situação.

Com esse decreto, órgãos estaduais podem empregar recursos humanos e materiais, veículos e equipamentos para ajudar nas operações de abastecimento humano e dessedentação dos animais.

Já as empresas de saneamento que atuam nas regiões (Região Metropolitana de Curitiba e Sudoeste do Paraná), podem executar rodízios de 24 horas, desde a interrupção até a retomada do abastecimento.

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