A fronteira localizada entre as cidades de Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu (Brasil) é uma das principais portas de entrada para a Argentina, e em temporada de férias (como estamos agora) torna-se um transtorno a fila na aduana argentina.

Os motivos dos atrasos são vários, além do grande fluxo de automóveis, não existe uma agilidade na fronteira, o que acaba causando filas quilométricas, como nesta quinta-feira (21), a fila estava próxima a aduana brasileira. 

Para tentar uma solução a esse problema que gera reclamações por parte dos turistas e prejuízos a comerciantes de Iguazú, o governador da província de Misiones Oscar Herrera Ahuad, esteve em Buenos Aires, na quarta-feira (20), para reunião com o ministro do Interior, Eduardo Wado de Pedro, e com a titular da Direção Nacional de Migrações (DNM), Florencia Carignano. 

Em pauta, a necessidade de agilizar a passagem pela aduana argentina em Puerto Iguazú.

Uma alternativa apresentada pelo governador de Misiones é aumentar o número de funcionários na aduana. 

“O número de estandes aumentará, os sistemas serão reforçados com mais recursos humanos e o trabalho será feito mais rapidamente nos horários de pico”, explicou Herrera Ahuad ao jornal primeira edição. Isso pode acontecer já na próxima semana.

Na reunião também foi levantada a possibilidade de eliminação da apresentação da declaração de saúde nos controles de imigração, que foi aplicada durante a pandemia. 

Herrera Ahuad destacou que no meio das longas filas, uma única pessoa que tem problemas para preencher a declaração gera maior tensão entre os que formam as filas.

Oscar Herrera Ahuad e Wado de Pedro. Foto: Primera Edicion.

Pesquisa será feita para saber o quanto Puerto Iguazú perde com a lentidão na fronteira

Do dia 20 até o dia 27 de julho, um consultor contratado pela Câmara de Comércio de Puerto Iguazú buscará quantificar o prejuízo que a longa fila para entrar e sair da Argentina significa para a economia de Iguazú.

Serão medidos, por meio de pesquisas nas longas filas com instituições em Foz (Brasil) e Ciudad del Este (Paraguai), o que deixa de entrar em Misiones no comércio, turismo e gastronomia.

“O consultor vai trabalhar com uma amostragem no trecho e nas linhas, nas redes sociais e usando o Conselho de Desenvolvimento de Foz (CODEFOZ) e CODELESTE como suporte para quantificar . Acredito que o trabalho de campo na fronteira será o mais importante”.

Disse Joaquín Barreto, presidente da Câmara de Comércio de Iguazú e chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental de Puerto Iguazú (CODESPI).



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