O baiano Fernando Castro Alves tem uma história de forte ligação com Foz do Iguaçu. Assim como muitos que desembarcaram na fronteira para trabalhar nas obras da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, Fernando chegou aqui em 1976 para essa importante missão.

No entanto, foi bem antes disso que ele precisou decidir que rumo queria para a vida.

“Fiquei órfão de mãe aos 12 anos e de pai aos 15, isso foi uma grande sacudida na minha vida, pois eu e meus irmãos ficamos praticamente sem estrutura. No entanto, tive a oportunidade de ir estudar em Curitiba e lá fiz um curso técnico de edificações. Com esse curso trabalhei em uma grande empresa em São Paulo e em 1976 vim para Foz do Iguaçu para trabalhar na Itaipu. Na época a cidade tinha cerda de 35 mil habitantes”, relembra.

Fernando Castro Alves - Presidente Codefoz
Foto: 100fronteiras

Fernando conta que uma imagem que ficou gravada em sua memória foi do grande canteiro de obras, formado com perfuratrizes que perfuravam as rochas. Ali ficou por 14 anos, trabalhando com a empresa responsável pela obra e, com isso, foi criando raízes na cidade. Cursou administração e trabalhou também como professor e em 1985 abriu seu próprio negocio com a esposa. Em 1990 saiu da construtora e continuou trabalhando como empresário. Cursou direito e se formou em 2004. Hoje é, também, advogado.

Ele, inclusive, teve a oportunidade de ir para outros estados e países, mas quis ficar em Foz, pelo vínculo que havia criado com a cidade. Isso lhe abriu novos horizontes.

Relação com o Codefoz

Fernando explica que participou da construção do prédio da ACIFI e, a convite de um dos participantes, adquiriu uma unidade lá.

“Como na época não houve uma adesão plena, comecei a convidar as pessoas a participar, fizemos nove reuniões e, a partir disso, finalizamos a obra do prédio e entregamos 6 meses antes da pandemia. Hoje, o prédio é referência nacional em termos de instalações físicas e formação que agrega diversas instituições, que são forças criadas pela sociedade civil organizada”.

A partir deste trabalho ele foi convidado a fazer parte da ACIFI, onde atuou como segundo vice-presidente do conselho superior no mandato anterior e, então, chegou o momento de receber o convite para presidir o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz).

“No inicio me assustei, pois sinceramente eu nunca havia dado atenção ao que o Codefoz fazia, mas depois que tomei posse comecei a ver a importância que a instituição tem e principalmente o benefício que a ação do Codefoz poderá gerar para Foz do Iguaçu, além do Paraguai e Argentina, pelo Conselho de Desenvolvimento Trinacional (Codetri)”, reforça.

Eleita por aclamação, a mesa diretora é composta pelo presidente Fernando Castro Alves, o vice-presidente almirante Luiz Carlos Faria Vieira e o secretário Carlos Silva.

Fernando vê o novo desafio como uma oportunidade de compartilhar a sua experiência e trabalho em prol de algo muito maior, onde deixará um legado para a região de valor incomensurável.

“Me sinto prestigiado em poder participar, é tudo voluntário, mas o bem que isso faz para faz nós, enquanto cidadão, me deixa feliz, é uma alegria e um entusiasmo”.

Ele ressalta que essa será uma gestão participativa, onde todos poderão participar das ações.

“Queremos fazer uma gestão participativa, onde as decisões serão colegiadas, que aja um comitê, não sendo apenas participativa, mas dissolvido pelos diversos canais que se vinculam em Foz.  É preciso ter uma gestão participativa e colaborativa para poder ter essa sinergia e integrar informações e conhecimentos interdisciplinares. Todos devem esperar da nossa gestão o exercício efetivo da cidadania e quando digo isso eu me refiro a que cada um na sua respectiva área entenda seu compromisso social. Não vou revolucionar o Codefoz, vou dar continuidade ao trabalho e o contexto do momento esta muito bom, é uma onda onde vamos surfar”.  

Fernando castro alves



Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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