O dia 18 de março de 2020 ficou gravado na memória dos moradores da Tríplice Fronteira. Foi num dia de sol, até então comum, que o anúncio do fechamento da fronteira entre Brasil e Paraguai era anunciado, dois após o fechamento da ponte entre Brasil e Argentina. Aquela data marcada apenas o inicio de meses sombrios que viriam pela frente.
Neste dia em que a Ponte Internacional da Amizade, símbolo de integração entre Brasil e Paraguai, teve suas passagens bloqueadas, não apenas um ponto turístico e comercial foi perdido. Famílias foram separadas, a distância física entre entes queridos aumentou, e em meio a uma pandemia sem precedentes, a saudade tornou-se uma companheira constante.
A capa da Revista 100fronteiras de maio de 2020 retratou a realidade dolorosa dos moradores da Tríplice Fronteira. Com as pontes fechadas, o comércio em Ciudad del Este sofreu sem a presença dos turistas e compradores brasileiros que cruzavam diariamente a fronteira. Famílias foram abruptamente separadas, incapazes de se preparar para os dias difíceis que se seguiriam.

O deserto tomou conta da cidade vizinha e Foz do Iguaçu viu muitas portas se fecharem também. A economia sofreu e a saúde dos iguaçuenses também, havendo perdas irreparáveis.
Foi somente após mais de 200 dias, em 15 de outubro de 2020, que a fronteira com o Paraguai foi reaberta, trazendo alívio e esperança para os residentes da região. Famílias se reencontraram, empresários retomaram suas atividades e a vida na fronteira começou a se normalizar.
Durante seis meses de pontes fechadas, a Revista 100fronteiras cobriu o tema, destacando negociações entre Brasil e Paraguai para a reabertura segura da fronteira. Vários planos foram discutidos, incluindo um protocolo sanitário binacional para a retomada econômica da região trinacional. Tivemos uma reportagem em destaque mundial relatando a dor da separação das famílias. Algo que hoje, ainda bem, está apenas em nossas lembranças.

E hoje, quatro anos após aquele dia fatídico, não podemos esquecer o impacto que o fechamento da fronteira teve em nossas vidas e a alegria que foi sua reabertura. Isso reafirma a importância da integração entre povos e culturas na região da Tríplice Fronteira e nos lembra de que prosperamos quando estamos unidos, sem fronteiras.
Após tantos desafios, a reabertura da fronteira trouxe consigo a esperança de um futuro melhor para todos os que vivem na região da Tríplice Fronteira.




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