Quando ficamos sentados por muito tempo nosso corpo entra em estado de repouso, como se tivéssemos dormindo. Isso é algo negativo para saúde, pois nosso corpo é uma máquina que precisa se movimentar. Mesmo estando sentado, trabalhando e movimentando os braços, nosso organismo entende que estamos em repouso.

Diversos estudos mostram que o sedentarismo é o grande vilão da saúde. Quando você passa muito tempo sentado, por exemplo, deixa a musculatura do abdômen e da região lombar mais relaxada. Além de interferir na postura, isso aumenta a pressão sobre os riscos de ter problemas de coluna, como inflamação nos nervos e até hérnia de disco.

Além de afetar a musculatura, essa prática causa problemas na circulação sanguínea, pois quando a pessoa fica muito tempo sentada os vasos sanguíneos se comprimem. Isso gera má circulação que acarreta em inchaços e dores nas pernas, surgimento de varizes e trombose em casos mais sérios. Também pode vir a causar o surgimento de diabetes e limitação na respiração, pelo fato da pessoa estar encurvada os pulmões têm menos espaço para se expandir, isso reduz o volume de oxigênio na corrente sanguínea.

Trabalhar sentado, quais os perigos?
Não deixe de caminhar por alguns minutos durante o dia de trabalho.

Em casos mais extremos, ficar mais de quatro horas sentado por dia aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC – conforme uma pesquisa publicada na revista JAMA Cardiology que acompanhou mais de 100 mil adultos, por 10 anos. Os participantes, que moram em mais de 20 países do mundo, tinham em média 50 anos e foram questionados sobre quantas horas por dia passavam sentados a cada semana. Com base em suas respostas, foram divididos em diferentes grupos. Após 11 anos os resultados foram alarmantes: havia em torno de 6,2 mil mortes, 2,3 mil ataques cardíacos, 3 mil derrames e 700 casos de insuficiência cardíaca, embora, destas, nem todas tenham sido fatais.

Os resultados revelaram que pessoas que ficam sentadas durante oito horas por dia correm um risco 20% maior de sofrer um ataque cardíaco ou AVC e são 49% mais propensas a ter insuficiência cardíaca, em comparação com aqueles que ficaram sentados por apenas quatro horas diárias.

Outro estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) concluiu que até 4% de todas as mortes no mundo (ou seja: cerca de 433 mil óbitos por ano) poderiam ser evitadas se as pessoas ficassem três horas a menos sentadas.

Segundo Leandro Rezende, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores da pesquisa, ficar sentado por quatro horas diariamente aumenta o risco de morte em 2%. Se forem cinco horas diárias, esse risco sobe para, 4%. Com seis horas sentado o risco é de 6%, e com sete horas, 8%. A partir daí o risco aumenta consideravelmente: com oito horas diárias é de 13% e com nove horas chega a assombrosos 18%!

Portanto, se você costuma ficar sentado por bastante tempo ao longo do dia, é hora de rever seus hábitos e começar a intercalar essa rotina com atividades que movimentam seu corpo, você não irá querer entrar nessa estatística, não é mesmo? 

Trabalhar sentado, quais os perigos?
Procure fazer pequenas pausas entre as horas de trabalho.

Dicas para reduzir o tempo sentado

  • A cada meia hora de trabalho, faça pausas de um a três minutos para levantar e permanecer em pé.
  • Programe o alarme do celular ou do computador para avisá-lo a cada meia hora.
  • Para cada 20 minutos sentado, devemos ficar de pé por oito minutos e em movimento por ao menos dois minutos.
  • Fique em pé ou caminhe quando estiver falando ao telefone.
  • MEXA-SE durante todo o dia, todos os dias. Lembre-se que fazer uma hora diária de exercícios é ótimo, mas não vai compensar os danos causados pelo tempo que você passou sentado. Movimentos frequentes e variados durante o dia ajudam a neutralizar esses danos. (Fonte: Previva)

Formada em Jornalismo na UDC e pós-graduada em Relações Internacionais Contemporâneas na Unila, atualmente é jornalista da 100fronteiras e recentemente conquistou pela 100fronteiras o primeiro lugar no 1º Prêmio Faciap de Jornalismo.

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