A mobilização nacional “Operação Reestruturação” dos servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) impacta a logística de cargas no maior porto seco da América Latina, localizado em Foz do Iguaçu. Centenas de caminhões estão parados, causando preocupação aos empresários e despachantes aduaneiros da região, além de afetar a movimentação entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A operação, iniciada em janeiro, busca melhorias salariais e reestruturação na carreira dos auditores agropecuários. No entanto, a proposta do governo federal não atende às expectativas da categoria, resultando em atrasos na liberação de cargas nos portos, aeroportos e regiões de fronteira.
O Porto Seco Multilog, em Foz do Iguaçu, e os portos Campestre e Algesa, em Ciudad del Este, enfrentam atrasos na análise e liberação de processos de importação e exportação, causando retenção de cargas nos dois lados da fronteira. Empresários do setor expressam preocupação com as consequências econômicas.
A Delegacia Sindical do Paraná destaca que, mesmo com apenas cinco auditores fiscais federais agropecuários e oito técnicos em atividade, a região mantém a integralidade do trabalho, cumprindo prazos legais. No entanto, a necessidade de ampliar o efetivo é evidente para evitar colapsos futuros.
Hoje, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deve se reunir com representantes do sindicato em Brasília. Em Foz do Iguaçu, às 10h, empresários do setor discutirão a situação na sede da Acifi – Associação Comercial e Empresarial, buscando soluções para normalizar a liberação de cargas e minimizar impactos na economia regional.




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