O setor de turismo de Foz do Iguaçu, representado por suas entidades, empresários, trabalhadores e pelo COMTUR, manifesta sua indignação com a forma como decisões estratégicas sobre a operação das pontes internacionais vêm sendo conduzidas, sem diálogo prévio com quem vive, opera e sustenta diariamente o turismo na fronteira.
Decisões tomadas em instâncias superiores, sem a escuta dos agentes locais, desconsideram completamente a realidade do território, a dinâmica do turismo binacional e o impacto direto sobre agências, transportadoras turísticas, eventos, hotéis, guias e toda a cadeia produtiva que movimenta a economia local.
O turismo não é um detalhe operacional, tampouco um setor secundário. É uma atividade econômica estruturante, transversal, que gera emprego, renda, visibilidade internacional e integração entre países. Ainda assim, segue sendo tratado como um setor que só é lembrado quando convém, mas raramente chamado para contribuir quando as regras são definidas.
Causa estranhamento que setores específicos, como o transporte de cargas, tenham protagonismo recorrente nos processos decisórios, enquanto o turismo — que lida com fluxos organizados, passageiros identificados e operações regulares — não seja sequer convidado para uma conversa técnica prévia.
O COMTUR, enquanto instância legítima de diálogo entre poder público e iniciativa privada, não pode ser ignorado. Ignorar o conselho e os agentes locais significa fragilizar a governança, criar insegurança operacional e comprometer a imagem do destino Foz do Iguaçu no mercado nacional e internacional.
Reforçamos: defender os interesses do turismo não é confronto institucional, é responsabilidade com a cidade, com os trabalhadores e com o desenvolvimento regional. Decisões que afetam diretamente o turismo precisam, no mínimo, considerar quem está no território e conhece seus impactos reais.
O turismo exige respeito, diálogo e participação



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