Autoridades do Paraguai avaliam a instalação de um posto de pedágio no Corredor Metropolitano del Este, um anel viário projetado para direcionar o tráfego de caminhões na região da Ponte da Integração. A informação foi confirmada durante uma reunião entre representantes do município de Presidente Franco, onde a ponte está localizada, e o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).
O pedágio deve ser instalado no Lote Rural, ao sul da Ponte da Integração, em um trecho entre a nova ponte do Rio Monday (ainda em construção) e a comunidade rural de Puerto Península. A medida impactaria principalmente caminhoneiros, já que o tráfego de veículos de carga entre Brasil e Paraguai obrigatoriamente passaria pelo local.
Ainda não foram divulgadas informações sobre as tarifas ou sobre a forma de administração da cobrança, se ficaria a cargo do próprio MOPC ou de uma empresa concessionária.
Financiamento e possível ampliação do modelo
A Ponte da Integração foi construída com recursos da diretoria brasileira de Itaipu, mas as obras de acesso no lado paraguaio foram financiadas pelo governo do Paraguai por meio de um empréstimo internacional. Diante disso, a cobrança do pedágio poderia ser uma forma de custear manutenção e melhorias no trecho rodoviário.
Caso o modelo seja implementado, há a possibilidade de expansão da cobrança para outras pontes na fronteira do Paraguai com Brasil e Argentina, incluindo a Ponte da Amizade (ligação entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este) e a Ponte Tancredo Neves (conectando Foz do Iguaçu a Puerto Iguazú, na Argentina).
Reações e oposição ao pedágio
A possibilidade de cobrança tem gerado resistência entre entidades e lideranças das cidades fronteiriças. No passado, representantes de Foz do Iguaçu, Ciudad del Este, Presidente Franco e Puerto Iguazú já haviam se manifestado contra a implementação de pedágios nas pontes internacionais.
No caso específico da Ponte da Integração, a deputada Roya Torres, de Presidente Franco, apresentou um projeto de lei no Congresso paraguaio solicitando a isenção da tarifa para veículos emplacados na cidade ou o cancelamento total da cobrança.
Enquanto isso, o Brasil segue com planos de entregar a gestão das pontes internacionais à iniciativa privada, incluindo a Ponte da Integração, a Ponte da Amizade e a Ponte Tancredo Neves, o que poderia alterar ainda mais a dinâmica das tarifas de travessia na região da tríplice fronteira.


.gif)