Estudantes medalhistas de ouro da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), patrocinados pela Itaipu Binacional, se preparam para representar Foz do Iguaçu numa competição mundial.
Entre os dias 2 e 5 de novembro, a equipe SynFronteras estará em Paris, no International Genetically Engineered Machine (IGEM), para apresentar o projeto MHETYGUÁ: que usa de algas degradadoras de plásticos.

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Organizado pela Fundação iGEM de Boston, EUA, o IGEM é um palco para equipes de estudantes que buscam soluções por meio da biologia molecular. O evento Giant Jamboree atrai cerca de 7.000 participantes e 300 equipes de todo o mundo.

A inovação que a equipe da Unila traz, consiste em estudos que utilizam equações de modelagem matemática para desenhar circuitos genéticos. Esses circuitos surgem da inserção das enzimas PETase e MHETase em microalgas da espécie Chlamydomonas reinhardtii.

O objetivo? Usar estas microalgas geneticamente modificadas em estações de tratamento de esgoto. Além disso, a iniciativa inclui um projeto social que visa educar sobre poluentes aquáticos, produzindo materiais educativos em múltiplos idiomas e formatos para serem aplicados no ensino fundamental.

Um problema a ser resolvido

A contaminação por poluentes aquáticos, principalmente em áreas onde há atividades humanas, é um dos maiores desafios ambientais. Os impactos da poluição antropogênica no meio ambiente geram desafios para as tecnologias de tratamento convencionais.

Algas degradoras de plástico: inovação da Tríplice Fronteira será apresentada em Paris
Equipe SynFronteras. Foto: Divulgação.

O Rio Iguaçu

Regionalmente, o Rio Iguaçu é uma preocupação. De acordo com o IBGE, desde 2008, o Rio Iguaçu é considerado o segundo corpo hídrico mais poluído do Brasil, apresentando grande importância ambiental e econômica na região por ser fonte de irrigação de áreas agricultáveis e fornecedor de energia elétrica para parte da população do estado.

A poluição aquática por plásticos é alarmante, segundo dados obtidos pelo programa Lixo Fora D’Água, corresponde a mais de 48% de objetos e itens encontrados nos mares do Brasil.

Objetivos específicos

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  1. Projetar e construir uma microalga geneticamente modificada para produção de enzimas degradadoras de Polietileno tereftalato (PET);
  2. Amenizar os danos ambientais causados pela poluição aquática;
  3. Realizar um projeto educacional de conscientização ambiental através de atividades dinâmicas e interativas para crianças de Ensino Fundamental I e II;
  4. Divulgar a equipe, competição e pesquisas científicas para a comunidade local;
  5. Release – Mhetyguá
  6. Participar da competição IGEM, representando a Universidade Federal da Integração Latino-Americana e a equipe Synfronteras.

Conheça a equipe SynFronteras

Localizada em Foz do Iguaçu, a SynFronteras nasceu em 2020 com a missão de disseminar conhecimento sobre Biologia Sintética na Tríplice Fronteira. O time é composto por 17 integrantes de 6 países da América Latina, formando um grupo científico multiétnico e cultural.

Algas degradoras de plástico: inovação da Tríplice Fronteira será apresentada em Paris
Equipe SynFronteras. Foto: Divulgação.

Em 2021, o time brilhou com o projeto “BioPank: uma Plataforma de Paratransgênese no Controle da Transmissão de Leishmaniose”. Assim, foi medalhista de ouro na modalidade, além de auxiliar na criação da lei de no 5172, aprovada no dia 11 de outubro de 2022 em de Foz do Iguaçu que dispõe sobre a notificação compulsória à Secretaria Municipal de Saúde dos casos de suspeição ou confirmação de leishmaniose visceral e outras zoonoses emergentes.

Em 2023, miram o título no IGEM com “MHETYGUÁ: algas como dispositivos de degradação de poluentes aquáticos”.

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