A recontinuada das obras do Campus Arandu, futuro complexo universitário da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, tem impulsionado iniciativas que propõem novas formas de compreender e apresentar a arquitetura. Entre elas está um projeto de extensão desenvolvido por estudantes de Arquitetura e Urbanismo, que aposta em recursos tecnológicos, acessibilidade e valorização da memória coletiva.

A proposta, intitulada “Modelação Arquitetônica Tátil e Sensorial”, amplia o conceito tradicional de maquete ao incorporar inteligência artificial, experiências multissensoriais e referências culturais latino-americanas. A arquitetura é tratada não apenas como representação física, mas como linguagem capaz de dialogar com identidades, territórios e histórias.

O projeto foi selecionado em um conjunto de cinco iniciativas de extensão vinculadas ao processo de reconstrução do campus, dentro de uma cooperação internacional coordenada pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da UNILA.

As ações estão organizadas em três frentes complementares. A primeira envolve a criação de uma maquete virtual com uso de inteligência artificial, explorando ambientes digitais imersivos e abordagens estéticas inspiradas em narrativas simbólicas latino-americanas. A segunda frente é dedicada à produção de uma maquete tátil e multissensorial, voltada especialmente a pessoas cegas ou com baixa visão, ampliando o acesso à leitura arquitetônica. Já a terceira reúne instalações multimídia que conectam arte, tecnologia e reflexão sobre o território.

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Além do aspecto técnico, a iniciativa também tem como foco a preservação da memória do Campus Arandu. Ao registrar processos, experiências e narrativas associadas ao espaço, o projeto contribui para que a história do campus seja compreendida como patrimônio coletivo, indo além de registros institucionais formais.

Para os estudantes integrados, a experiência representa tanto formação acadêmica quanto contato com padrões internacionais de qualidade, já que o projeto segue diretrizes adotadas em ações vinculadas à ONU, com ênfase no impacto social e na inclusão.

Os projetos de extensão desenvolvidos no Campus Arandu contam com financiamento da Itaipu Binacional, dentro do acordo de cooperação internacional firmado com o UNOPS. A UNILA prevê o lançamento de uma nova chamada no segundo semestre de 2026, com a oferta de dez bolsas adicionais para ampliar a participação estudantil nas ações ligadas à reconstrução do campus.

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