Uma frase que ouvimos muito quando falamos em diagnóstico de autismo em pessoas adultas é: “mas por que diagnosticar depois de tanto tempo?”

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O autismo é um transtorno que acompanha o indivíduo por toda a vida. Evidências sugerem que os programas de intervenção precoce podem melhorar o funcionamento geral, a comunicação social, a linguagem, a cognição e o comportamento adaptativo em crianças com transtorno do espectro autista (Magiati et al. 2014; Oono et al. 2013).

Uma vez que o indivíduo chegue à idade adulta sem diagnóstico, ela levará consigo características e até inabilidades que podem comprometer seu rendimento acadêmico e profissional, dificultar sua performance em relações sociais e afetivas, gerando sofrimento e desgaste emocional.

Além disso, a ausência de um diagnóstico preciso muitas vezes resulta em erros, onde indivíduos são incorretamente diagnosticados com outros transtornos. Isso compromete a eficácia do tratamento e impede melhorias na condição original. Para que o plano terapêutico adequado seja traçado, é fundamental que o médico tenha conhecimento da real condição do paciente.

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Receber um diagnóstico de autismo na fase adulta é descrito como um momento “libertador”. Muito mais do que buscar um laudo, estas pessoas buscam identidade. Estamos falando de indivíduos que aprenderam uma maneira de funcionar em meio aos desafios, mas continuam sem respostas para seus sentimentos e emoções, já que não dispõem de todas as informações.

Apesar de muitos adultos possuírem inteligência preservada ou acima da média, enfrentam desafios cotidianos, como realizar tarefas do dia-a-dia ou manter diálogos eficazes, tendendo a serem mal interpretados devido a dificuldades de expressão. Essa consciência das próprias barreiras, contrastando com a aparente facilidade dos outros, amplia a sensação de desconexão com o mundo ao seu redor.

Assim, embora possa parecer que ter um laudo não vai mudar nada, o diagnóstico é a “verdade que liberta”. Ele é a chave para o autoconhecimento, abre caminho para relações sociais mais leves e saudáveis, e permite que a pessoa reinterprete e ressignifique experiências passadas, especialmente aquelas que foram dolorosas ou traumáticas.

Que possamos ver cada dia mais pessoas tornando-se autores da própria história!

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Adriana Moraes é médica, Pós graduanda em Psiquiatria
e trabalha com atendimento a Mulheres para Diagnóstico  de TEA e TDAH.

TEL: 45-99137-0643

Email: [email protected]

Insta: @medica.neurodivergente

Blua Pediatria e Família Integradas

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