Com a chegada do novo ano letivo, os pais entram na tradicional corrida para organizar matrícula, material escolar, uniforme e mochila. No entanto, um cuidado essencial para o bom desempenho das crianças ainda é frequentemente negligenciado: a saúde visual.
Celso Cunha (CRMMT 2934), médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, ressalta que muitos problemas de visão na infância passam despercebidos, já que as crianças nem sempre percebem ou conseguem relatar dificuldades para enxergar. “Miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo e ambliopia são alterações comuns e, quando não diagnosticadas cedo, podem comprometer leitura, escrita, concentração e autoestima”, afirma.
Com a volta às aulas, o especialista reforça a importância das consultas oftalmológicas periódicas, que permitem identificar e tratar precocemente alterações visuais, evitando prejuízo ao aprendizado e interpretações equivocadas de desatenção ou desinteresse.
Avanço da miopia
A miopia, em especial, tem avançado rapidamente. Classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia global, deve atingir metade da população mundial até 2050, sobretudo crianças e adolescentes. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SOB) estima que uma em cada três crianças em idade escolar já apresente sinais da condição.
Segundo Cunha, o problema tende a se intensificar com rotinas escolares prolongadas e pouco tempo ao ar livre. “A baixa exposição à luz natural é um dos principais fatores para a progressão da miopia. Enquanto salas de aula têm cerca de 500 lux, ambientes externos ultrapassam 2 mil lux”, explica.
Ele ainda destaca a importância do tratamento adequado: “Nem todo caso de miopia exige óculos imediatamente; a atenção maior é quando há progressão para alta miopia”, conclui.



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