O Modelo Denver de Intervenção Precoce, conhecido como ESDM (Early Start Denver Model), é uma abordagem para estimular o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desenvolvido com base em mais de 35 anos de pesquisa, o ESDM ganhou destaque ao ser eleito pela Time Magazine como uma das maiores descobertas da medicina recente. Atualmente, o ESDM continua sendo alvo de investimentos em pesquisa e desenvolvimento por parte do Ministério da Saúde dos Estados Unidos. No Brasil, existem cinco centros de excelência que adotam esse modelo.
O diferencial do ESDM reside em sua base científica robusta, utilizando métodos de pesquisa que incluem grupos de controle aleatórios. Esses estudos estabelecem relações de causa e efeito entre o tratamento aplicado e o progresso observado nas crianças com TEA.
O Modelo Denver destaca alguns princípios fundamentais para o sucesso da intervenção:
Começando pela precocidade, sabemos que iniciar o tratamento cedo faz toda a diferença. Por isso, esse serviço está disponível apenas para crianças que começam a intervenção até os três anos de idade. A intensidade é outro fator essencial, pois quanto mais horas de estímulo, melhores os resultados. Buscamos alcançar de 15 a 20 horas de estimulação semanal para que possamos garantir o progresso da criança com TEA.
A estimulação individual é uma pedra fundamental no ESDM. Nosso foco é na estimulação um a um, com o terapeuta diretamente com a criança, e coaching parental, uma parte essencial desenvolvida pela família. Quando falamos em fidelidade de implementação, significa que estamos monitorando semanalmente os terapeutas para garantir que estejam utilizando os 13 ingredientes ativos definidos no manual do Modelo Precoce de Denver.
A avaliação periódica das necessidades específicas da criança é quando identificamos as necessidades de aprendizado, focando nos comportamentos “pivots” que impulsionam o desenvolvimento global. Já a coleta de dados serve para medir o progresso da criança e identificar possíveis ajustes nas estratégias de ensino. Sem essa avaliação frequente e sistematizada, não podemos ter certeza de que estamos utilizando o tempo de estimulação de maneira ideal, comprometendo o desenvolvimento pleno do potencial da criança com TEA. Assim, todas as decisões são embasadas nos dados coletados ao longo das sessões, evitando escolhas equivocadas.
O plano de estimulação é amplo, cobrindo áreas como Comunicação Receptiva, Expressiva, Atenção Compartilhada, Competências Sociais, entre outras. A ideia é proporcionar um estímulo focado, mais eficaz e personalizado. Afinal, cada uma é um indivíduo com suas próprias formas de aprender.
Ivanir Warken, sou terapeuta ocupacional, analista do comportamento, certificada pelo Modelo Denver pelo Instituto MIND, em formação no PRT pelo Koegel.

Ivanir Warken
Sou terapeuta ocupacional, analista do comportamento, certificada pelo Modelo Denver pelo Instituto MIND, em formação no PRT pelo Koegel.
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