A aduana argentina de Puerto Iguazú encerrou 2025 com um volume recorde de circulação de pessoas e consolidou-se como o principal ponto de entrada e saída do país. Apenas pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que conecta Puerto Iguazú a Foz do Iguaçu, passaram 7.592.519 pessoas ao longo do ano, o equivalente a uma média diária de 21.801 passageiros.
Os números constam no balanço oficial divulgado pelo governo argentino, com base em registros do Sistema Integrado de Gestão de Barreiras, Fronteiras, Aeroportos e Tráfego Federal, operado pelo SENASA, em conjunto com dados da Direção Nacional de Migração. No total, mais de 21 milhões de pessoas circularam apenas pelos cinco pontos de fronteira mais movimentados da Argentina em 2025.
O levantamento coloca a fronteira entre Argentina e Brasil, na região das Cataratas do Iguaçu, com ampla vantagem no ranking nacional. Dos cinco postos com maior fluxo no país, três estão localizados nas províncias de Misiones e Corrientes, evidenciando o papel estratégico do corredor fronteiriço para o turismo internacional, o comércio e a integração no âmbito do Mercosul.
Na segunda posição aparece a Ponte Internacional San Roque González de la Santa Cruz, que liga Posadas, na Argentina, a Encarnación, no Paraguai. Por esse trecho, circularam 5.457.732 pessoas em 2025, com média diária de quase 15 mil passageiros. O terceiro lugar ficou com a Ponte Internacional Agustín P. Justo – Getulio Vargas, entre Paso de los Libres e Uruguaiana, que registrou 3.016.946 pessoas no ano.
Os outros dois acessos mais movimentados do país concentram-se na Região Metropolitana de Buenos Aires. O Aeroporto Internacional de Ezeiza contabilizou 2.979.944 passageiros, enquanto o Aeroporto Jorge Newbery, também na capital argentina, registrou 2.530.987 pessoas ao longo de 2025.
De acordo com as autoridades argentinas, os dados ajudam a explicar o aumento recorrente de filas, congestionamentos e longos tempos de espera observados especialmente em feriados prolongados, datas comemorativas e fins de semana. Nesses períodos, o tráfego de veículos e pedestres entre Puerto Iguazú e Foz do Iguaçu costuma atingir picos ainda mais elevados, refletindo a intensidade da dinâmica fronteiriça na região.



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