Publicidade

Quase cem anos após Félix de Azara, o francês Alejo Peyret chegou à região das Cataratas do Iguaçu com uma missão oficial do governo argentino. Intelectual e político, ele deveria estudar a Província de Missiones e indicar locais para futuras colônias agrícolas. Ao viajar pela fronteira, observou um cenário bem diferente daquele visto pelos exploradores coloniais: agora era a divisão entre Argentina, Paraguai e Império do Brasil.

Peyret registrou suas impressões em cartas que depois foram publicadas no livro Cartas de Missiones (1881). Seu relato sobre as Cataratas tem um tom muito mais poético que o de viajantes anteriores. Guiado por exploradores locais, enfrentou embarcações frágeis, neblina, tempestades e a cheia do rio. No trecho final, ele e seus auxiliares caminharam pelas pedras escorregadias até acampar perto das quedas, onde já ouviam o rugido da água.

Ao amanhecer, seguiram viagem e Peyret descreveu o momento em que avistaram uma “nuvem de espuma” iluminada por um arco-íris de “várias cores”, destacando-se sobre a “deslumbrante brancura” da queda d’água.

Mesmo em missão técnica, ele pensou no futuro do turismo. Sugeriu melhorar os acessos e até recomendou que os visitantes levassem um bordão de caminhada, como nos Alpes europeus. Para ele, apenas uma “força coletiva” poderia transformar o local. Peyret acreditava que, com apoio do Estado, as Cataratas seriam visitadas como o famoso Niágara.

Publicidade
Anúncio Publicitário.
Anúncio Publicitário.
Anúncio Publicitário.
Anúncio Publicitário.

Deixe um comentário

Deixe a sua opinião