A relação entre empresas e consumidores vai muito além da entrega de um produto. O modo como o cliente é atendido, a clareza das informações e a solução oferecida em caso de problema são fatores que podem fortalecer a confiança ou gerar sérias consequências jurídicas.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor responde objetivamente por falhas na prestação de serviços. Isso significa que atrasos injustificados, ausência de suporte, promessas não cumpridas ou informações enganosas podem resultar em indenizações por danos materiais e morais. O que muitas vezes é visto como “mero aborrecimento” no dia a dia pode, em juízo, ser interpretado como violação da dignidade do consumidor.

O impacto, porém, não é apenas jurídico. Em um mercado em que a reputação é construída também nas redes sociais, um único episódio negativo pode se espalhar rapidamente e afastar potenciais clientes. A falha de atendimento, portanto, compromete tanto a imagem quanto a sustentabilidade financeira do negócio.

Por outro lado, investir em políticas de transparência, resposta rápida e resolução eficaz de conflitos não só reduz riscos legais, como se torna um diferencial competitivo. Treinar equipes, manter canais de comunicação acessíveis e cumprir o que foi prometido são práticas que geram fidelização e fortalecem a marca.

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Em resumo, prevenir é sempre mais barato do que reparar. Um contrato bem redigido não basta se o serviço falha na prática. Cuidar do atendimento é também cuidar da segurança jurídica da empresa e garantir sua perenidade no mercado.

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Mestre em Direito dos Negócios pela FGV/SP e sócio do escritório Claudio Rorato Advogados Associados.

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