Você já ouviu falar dos fenômenos climáticos conhecidos como El Niño e La Niña? Mas será que compreende como identificá-los e compreende por que eles ganharam tanta notoriedade quando o assunto é mudança climática? Vamos explorar as diferenças entre esses dois fenômenos e entender a relevância deles para a natureza.

Vamos explorar as diferenças entre esses dois fenômenos El Niño e La Niña e entender a relevância deles para a natureza.

El Niño 

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O El Niño é um complexo fenômeno atmosférico-oceânico que desencadeia um aquecimento anormal das águas no Oceano Pacífico Tropical. Esse aquecimento tem um impacto significativo na distribuição das temperaturas da superfície da água e, por consequência, no clima de diversas regiões ao redor do globo.

De acordo com o portal Mundo Educação, a descoberta desse fenômeno ocorreu graças à observação de pescadores na costa oeste da América do Sul. Como o El Niño costuma ocorrer próximo ao final do ano, esses pescadores escolheram nomeá-lo “El Niño”, uma alusão à figura do menino Jesus, central no contexto do Natal.

O El Niño se manifesta em ciclos que variam de dois a sete anos, desencadeando mudanças marcantes nas temperaturas globais. Isso inclui um aumento significativo do calor acima da média em regiões como a Europa e os Estados Unidos.

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No Brasil, o impacto do El Niño se traduz em diferentes maneiras, trazendo chuvas intensas para o sul e sudeste, enquanto provoca períodos de seca no nordeste durante a mesma época do ano.

rio paraná seca 2021
Foto: Heloisa M. Gimenez.

Quanto à origem do fenômeno, o portal Brasil Escola esclarece que não existe uma única teoria que explique sua formação. Ao invés disso, especula-se que ele possa ser resultado de ciclos solares, erupções vulcânicas e alterações de temperatura na Ásia Central. Registros paleoclimáticos indicam que esse fenômeno pode existir há mais de 500 anos.

Neste cenário complexo, o El Niño desempenha um papel crucial nas dinâmicas climáticas globais, com implicações que se estendem por séculos de observação e compreensão.

La Niña 

O fenômeno La Niña representa o oposto direto do El Niño, envolvendo o resfriamento anormal das águas no Oceano Pacífico. Esse resfriamento resulta em ventos extremamente vigorosos onde o fenômeno emerge. Segundo o portal CPTEC, o La Niña é definido como um fenômeno “oceânico-atmosférico com características diametralmente opostas ao seu contraparte, marcado por um resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Alguns dos impactos tendem a ser inversos entre si, embora nem sempre uma região afetada pelo El Niño apresente impactos significativos no clima e tempo devido à La Niña.”

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temporal em foz
Foto: Lilian Grellmann/100fronteiras

Impactos atuais 

É cada vez mais comum nos depararmos com mudanças climáticas bruscas. Isso é resultado do efeito que esses fenômenos têm, antes bem definidos pelo calendário, mas que hoje se misturam e provocam frios intensos ou calor excessivo fora das estações apropriadas.

No ano de 2023 Foz do Iguaçu sofreu muito com o impacto das mudanças climáticas, onde no final de outubro o excesso de chuvas causaram grandes estragos e inundações, fazendo o nível dos rios Iguaçu e Paraná subirem consideravelmente.

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