Uma cena rara marcou a noite de quinta-feira (27) no Parque Nacional do Iguaçu: a onça-pintada Cacira foi flagrada descansando às margens da nova ciclovia do parque, que tem mais de 11 quilômetros de extensão. O registro foi feito por Nadir Ferreira de Carvalho, motorista que acompanhava o trajeto.

Cacira é uma velha conhecida dos biólogos do Projeto Onças do Iguaçu. Ela é mãe da jovem Uyara, e ambas fazem parte da população monitorada no Corredor Verde, região de mata contínua entre Brasil e Argentina. Segundo o último Censo Binacional de Onças-Pintadas, divulgado em 2024, estima-se que vivam entre 64 e 110 indivíduos na área, com uma média de 84 onças — um avanço expressivo frente aos cerca de 50 indivíduos registrados em 2008.

O avistamento reforça o sucesso da conservação da espécie, que é símbolo da fauna brasileira e está ameaçada de extinção. Em mais de 86 anos de história do parque, nunca houve incidentes com onças, o que comprova a convivência segura entre humanos e fauna nativa.

“A onça evita o contato com humanos, e avistá-la é um privilégio raro. Por isso, o respeito à natureza deve sempre prevalecer”, orienta a equipe de conservação do parque.

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Para fortalecer o trabalho, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Urbia Cataratas anunciaram investimento de R$ 3,9 milhões até 2026 no Projeto Onças do Iguaçu. A iniciativa é uma das mais importantes do país na preservação de grandes felinos e contribui para a reputação do Parque Nacional do Iguaçu como referência mundial em turismo sustentável.

Onça Cacira já foi registrada pelo Projeto Onças do Iguaçu. (Imagem: Nadir Ferreira Carvalho)
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