A última vez que o nível do Rio Paraguai foi tão baixo ocorreu em outubro de 2021, durante um período de severa estiagem. A marca registrada nessa terça-feira é quase quatro metros inferior à do mesmo dia no ano anterior, quando, em 2023, o rio em Ladário atingiu 3,56 metros.

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Além disso, a baixa umidade, combinada com a estiagem, dificulta o combate às queimadas no Mato Grosso do Sul, que enfrenta incêndios florestais devastadores. O estado se aproxima de alcançar dois milhões de hectares de áreas queimadas, acendendo um alerta sobre a urgência de ações de preservação e controle.

Corumbaenses estão perplexos com a situação crítica do Rio Paraguai, especialmente após a severa seca que atingiu a região em agosto de 2024. O cenário que costumava ser o cotidiano de muitos, como o Porto Geral e a prainha, agora revela um rio com níveis de água alarmantemente baixos. A surpresa com essa drástica mudança levou Elanir Miguéis, de 45 anos, a registrar imagens de moradores caminhando pelo leito exposto do rio até o farol de Corumbá, município situado a 428 quilômetros de Campo Grande.

“Fiz essa foto no último domingo (22). Passo pelo Porto Geral todos os dias e fico triste ao ver a água tão seca assim. Nunca tinha visto uma situação como essa. Parece que a água evaporou de um dia para o outro”, lamenta Elanir.

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As imagens foram compartilhadas pelo tio de Elanir, Gilmar Gonçalves de Souza, de 65 anos, um militar da reserva que vive em Corumbá há 42 anos. Ele passa pelo local cerca de três vezes na semana e expressa sua preocupação: “Nunca vi algo assim. É a primeira grande seca que testemunho. É muito triste em todos os sentidos. O Pantanal que conheci em 1979 mudou significativamente nos últimos dez anos. Precisamos agir, pois o próprio homem está destruindo a natureza, desmatando e assoreando os rios.”

Gilmar, que já navegou extensivamente pelo Rio Paraguai, relembra como o farol de cerca de quatro metros de altura costumava ser visível na metade da embarcação. “Hoje, não sei se é possível navegar. O farol, que antes tinha cerca de 2 metros acima da água, agora só mostra a base”, acrescenta.

Essa seca severa não é apenas uma preocupação local; é um alerta sobre a necessidade urgente de proteger os recursos hídricos e a biodiversidade da região.

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