Paulo Mac Donald Ghisi tem, correndo nas veias, o sangue empreendedor. Natural de Urussanga (SC), chegou em Foz do Iguaçu em 1974, após se formar em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná. Ele estava à procura de um local para abrir sua construtora. “Foi amor à primeira vista”. Junto com 3 sócios, fundou a Construtora Taquaruçu. No começo foi muito difícil, aliás, como tudo no começo. Foi assim que surgiram os primeiros grandes empreendimentos na cidade. Construíram o primeiro condomínio fechado de Foz, o Jardim das Crisálidas e, atualmente, estão lançando o Edifício Renoir no centro da cidade. O empreendimento, que será concluído em janeiro de 2023, possui 23 pavimentos, sendo 02 apartamentos de alto padrão por andar..
Quais os primeiros empreendimentos que você construiu em Foz?
No início construí um heliporto na Av. das Cataratas a pedido de Franz Kohlenberg, Gerente do Hotel das Cataratas, em seguida fiz um Silo na fazenda de Alfredo Keller, também uma ampliação do Supermercado Maringá para a família Fukushima e na sequência vários prédios residenciais e comerciais como: ampliação do Hotel Carimã, construção da torre e do centro de eventos Hotel Bourbon. Também lançamos edifícios residenciais, tais como: Carlos Sotto Maior, San Inácio, Edifício Professor Bernardo Litzinger, Edifício Missões, Residencial Santa Cruz, Edifício Yazuo Fukushima e Edifício Residencial Vivaldi e muitos outros.
Como você avalia o mercado imobiliário na cidade?
Ao longo dos meus anos de experiência posso afirmar que a cidade vive diferentes fases no tempo. Ela tem momentos ótimos seguidos por momentos difíceis. Durante os momentos ruins muitas estruturas de prédios ficaram abandonados nessa cidade. Nas épocas boas muitas construtoras se empolgaram, mas não se prepararam para quando começassem as dificuldades. Num comparativo com os movimentos do rio Paraná, onde cheias e secas se sucedem. Um sobe e desce que também acontece no mercado imobiliário. Atualmente os números de novos prédios surpreendem. Então, como investidor, é preciso estar atento a essas mudanças. Diria o seguinte: não pode “se empolgar” quando a coisa está boa e nem se deprimir quando está ruim, é preciso manter o equilíbrio.

O que esperar do setor nos próximos anos?
Eu vejo construções em todos os locais, empreendimentos maravilhosos sendo construídos. Já vivi uma época assim, mas depois daquela época maravilhosa, veio a depressão do mercado e muita gente faliu. Então é preciso manter os pés no chão. Como gestor, também destaco que a cidade precisa de duas coisas essenciais: um programa de habitação eficiente para famílias de baixa renda, porque é muito difícil para quem tem uma renda reduzida comprar uma casa ou apartamento. Outro ponto é a necessidade de educação em tempo integral para crianças de 06 meses a 10 anos. As crianças sendo bem atendidas estarão se preparando melhor para a vida e as mães ficam liberadas para terem renda própria e realizações profissional. A habitação popular e a educação em tempo integral são ações fundamentais para o desenvolvimento de nossa cidade.



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