Foz do Iguaçu deu mais um passo importante na política de habitação social. Nesta terça-feira, 25 de novembro, a Itaipu Binacional, a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o FozHabita oficializaram a entrega de 52 novas casas para famílias que viviam em área de risco ambiental. A cerimônia aconteceu no novo conjunto residencial do bairro Três Bandeiras, que agora acolhe moradores anteriormente instalados na antiga Vila Brás.
As famílias foram realocadas por ocuparem as margens do córrego Poty, região historicamente atingida por enchentes e com fragilidade ambiental. O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que os recursos utilizados na construção das moradias vieram da venda, por licitação, de imóveis da própria usina que estavam desocupados — medida que permitiu viabilizar o investimento sem comprometer outras áreas.
A solenidade reuniu diversas autoridades municipais e regionais, entre elas o prefeito General Silva e Luna, o presidente da Câmara, Paulo Debrito, e o diretor do FozHabita, Ivatan Batista dos Reis. No discurso, Silva e Luna ressaltou o trabalho técnico e institucional conduzido pelo então diretor do FozHabita, Ian Vargas, fundamental para a articulação do projeto.
Entre as emocionadas beneficiárias estava Thais, dona de casa que recebeu as chaves representando sua família. Para ela, mudar-se para o novo conjunto, batizado Marina Áureo Galdino – Mãe Marina Tunirê, significa mais que conquistar a casa própria: representa deixar para trás décadas de vulnerabilidade e incertezas causadas pelas enchentes.
A ação, porém, não para por aqui. Um segundo bloco habitacional já está em construção no Três Bandeiras, ampliando o alcance do projeto para mais famílias em situação semelhante. Paralelamente, a Prefeitura anunciou que iniciará a recuperação ambiental do córrego Poty, com apoio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para restaurar a vegetação e proteger o manancial.
A entrega das moradias reafirma o compromisso conjunto das instituições com uma cidade mais segura, sustentável e inclusiva. O projeto integra políticas sociais e ambientais, mostrando que o acesso à habitação digna caminha lado a lado com a preservação dos recursos naturais.


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