Cinco instituições de ensino de Foz do Iguaçu agora abrigam colmeias de abelhas nativas sem ferrão, como parte do projeto “Jardins de Água e Mel”, promovido pela Sanepar. A ação integra educação ambiental e preservação ecológica, com foco na relação entre floresta, água e biodiversidade.
Foram contemplados os CMEIs Celeste Sottomaior, Profª Nídia Benitez e Profª Viviane Jara, além das escolas municipais Altair Ferrais e Profª Josinete Holler. As colmeias são compostas por espécies como jataí, mirim e mandaçaia, que não representam risco por não possuírem ferrão.
Segundo Fernando Guedes, diretor interino de Meio Ambiente da Sanepar, o objetivo é muito mais do que despertar curiosidade. “Com os jardins de água e mel, promovemos a conscientização sobre a importância da polinização e do equilíbrio dos ecossistemas para a existência de vegetação, das matas ciliares e, consequentemente, da água. Água e floresta estão interligadas, e as abelhas são parte fundamental desse ciclo”, afirmou.
Além das colmeias, os espaços recebem capacitações sobre meliponicultura, manejo das abelhas, hortas, e plantas medicinais e alimentícias não convencionais. A proposta é envolver professores e alunos no cuidado com os jardins, criando conexões com os ciclos da natureza.
Em outras cidades, o impacto do projeto já é reconhecido. “Os jardins funcionam como laboratórios vivos, onde as crianças aprendem na prática o que veem na teoria. Em uma era digital, onde o contato com a natureza tem diminuído, essa vivência é fundamental para o desenvolvimento infantil”, disse Jean Pierre Neto, secretário de Educação de Curitiba.
O projeto nasceu do trabalho do agroecólogo Felipe Thiago de Jesus, que iniciou a divulgação da importância das abelhas nativas há oito anos. “Também fui aluno de escola pública e não aprendi sobre abelhas até a vida adulta. Saber que agora crianças de tantas cidades têm acesso a esse conhecimento é extremamente gratificante”, destacou.
Com a adesão de Foz do Iguaçu, o programa já alcança quase 30 municípios paranaenses, incluindo Londrina, Maringá e Toledo. A mobilização envolve também a comunidade e voluntários, reforçando uma cultura de preservação ambiental desde a infância.



.gif)