A nova lei 12.468/11, aprovada pela Câmara, trata da profissão dos taxistas. Ela permite, nacionalmente, as corridas entre municípios e até entre estados. Além disso, os táxis podem ser compartilhados, com pessoas viajando juntos independentemente de se conhecerem.
A partir de agora, a lei deverá ser direta: em todo o país, o taxista poderá realizar viagens intermunicipais ou interestaduais, contanto que a viagem inicie no município onde o taxista esteja autorizado a trabalhar.
Portanto, entrevistamos a Nina, taxista de Foz do Iguaçu para responder algumas perguntas referentes a essa lei e sobre sua vivência exercendo essa profissão.

Você trabalha como taxista há quanto tempo?
“Agora em março, dia 27, vai fazer 1 ano que sou taxista. Na realidade, eu sou professora de dança há quase 30 anos. Hoje sou instrutora de trânsito e, atualmente, também sou taxista.”
Quão importante para você é ser mulher e trabalhar em uma profissão que sempre vimos mais homens exercendo?
“Pra mim foi uma novidade no sentido de: eu gosto de dirigir, e quando surgiu esse convite para que eu fosse taxista, a princípio fiquei um pouco assustada. Mas como tem esse lado meu de arte e educadora, instrutora de trânsito, instrutora de dança… vamos encarar mais uma experiência, né? Enfim, se não der certo, pelo menos eu tive uma aventura bacana. Mas agora eu aderi, literalmente, a profissão em alta que é o táxi; e junto a isso, a busca de mulheres como condutoras é ainda mais crescente, também.”
Além disso, Nina relatou experiências que teve, e ainda tem, dentro desse ramo. Segundo ela, há uma taxista em especial – Alcione, aqui de Foz – que enfrentou muitas barreiras. Então, a entrevistada pega experiência com ela e outras mulheres que já estão na praça, além de as escutarem, também.
Qual dos benefícios da lei te interessou mais e por quê?
“Um dos benefícios foi a questão de você ir ao mercado, ir à igreja ou ir à algum local com a sua família e não precisar de uniforme, pois nós, dentro da lei dos taxistas, temos que usar essa vestimenta e incluir o crachá. Então, agora com a lei, tem-se essa tranquilidade de poder sair com os familiares sem estar no momento de trabalho, em um momento de lazer; portanto, ela foi muito importante para nós, taxistas.”
Qual a maior contribuição que as viagens intermunicipais ou interestaduais darão para você?
“Nesse pouco tempo que estou trabalhando, mas conversando com muitos, e principalmente as mulheres, a pós-pandemia chegou e vieram os aplicativos de transporte, fazendo com que tivéssemos que nos reinventar. Os dois meios de locomoção são muito importantes e necessários, e eu, como taxista, ao viajar para a Argentina ou Paraguai, percebo que os próprios passageiros se sentem seguros com o taxista – os esperamos, ficamos no trajeto, os levamos para os locais, etc – além do transporte ser conhecido mundialmente. Eu como taxista só tenho a agradecer à profissão e aos passageiros, portanto, uma das maiores contribuições para mim é ter essa conexão com as pessoas tanto aqui de Foz quanto de outras regiões que querem conhecer o município.”
Com essa lei, você acredita que cada vez mais a profissão de taxista está sendo valorizada?
“Nós já tivemos tempos sombrios, segundo o relato dos meus colegas taxistas, mas hoje nós temos transportes, infelizmente, clandestinos em Foz do Iguaçu, assim como no país inteiro; isso eu acho muito arriscado e perigoso, pois esses motoristas acabam não tendo experiência e credibilidade. Então, eu vejo que hoje o taxista está ainda se reinventando, com vários motoristas jovens que estão encorpando o táxi; portanto, precisamos de mais marketing da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu e de jornais locais buscando essa relevância do táxi para a comunidade.”
Ser taxista é uma profissão muito gratificante. Nina ama o que faz, além de ficar feliz em apresentar Foz do Iguaçu para turistas e conhecer mais dos iguaçuenses que estão à sua volta.




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