A Ponte da Integração, nova ligação rodoviária entre Brasil e Paraguai, representa um marco nas relações bilaterais, com potencial para impactar positivamente o comércio internacional, a integração logística, o desenvolvimento regional, e a segurança. “Assim como a Itaipu, a ponte simboliza a cooperação e o fortalecimento dos laços entre os países, resultado de ações contínuas de diversos governos”, afirma Enio Verri, diretor-geral brasileiro da Itaipu.

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Esta obra é também uma expressão do compromisso da Itaipu com o desenvolvimento sustentável em sua área de influência. Integralmente financiada pela margem brasileira da usina, a construção foi planejada desde 2018, com a execução iniciando no orçamento do ano seguinte. Atualmente, a obra se aproxima da fase final, e a previsão é que a perimetral ligando a BR-277 à ponte esteja concluída em aproximadamente um ano, ampliando as conexões logísticas entre os dois países.

Verri ressalta que o convênio entre Itaipu, DNIT e DER referente à ponte foi 100% executado. Os R$ 373 milhões alocados por Itaipu foram integralmente transferidos, com o último pagamento e a prestação de contas realizados em fevereiro deste ano. As obras civis foram finalizadas em outubro de 2023, e a iluminação cênica foi concluída em fevereiro de 2024.

“A Ponte da Integração não apenas facilita o transporte e o comércio entre Brasil e Paraguai, mas também promove a integração regional, fortalecendo os vínculos culturais e econômicos. Essa obra reflete o compromisso de ambos os países com o desenvolvimento sustentável e a cooperação mútua, criando novas oportunidades para o crescimento e a prosperidade de ambas as nações”, explica Verri, que recentemente visitou a obra com o diretor-geral paraguaio, Justo Zacarías Irún, para verificar o progresso dos trabalhos.

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Histórico da Obra

As tratativas para a construção da ponte iniciaram há mais de 30 anos, em 1992, sob a presidência de Fernando Collor, quando os governos brasileiro e paraguaio firmaram um acordo para iniciar os estudos. O documento foi enviado ao Congresso Nacional no ano seguinte, durante o mandato de Itamar Franco.

A aprovação aconteceu em outubro de 1994, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, mas a comissão mista com técnicos dos dois países só foi formada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Em 8 de dezembro de 2005, Brasil e Paraguai aprovaram um novo acordo em Montevidéu, que definiu a ponte ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco, com os estudos técnicos e ambientais sob responsabilidade do Brasil.

Em dezembro de 2012, já no governo Dilma, o DNIT lançou o primeiro edital para a construção, mas divergências de valores impediram a licitação. Um novo edital saiu em janeiro de 2014, vencido pelo consórcio Construbase-Cidade-Paulitec. No entanto, a licença ambiental só foi concedida em fevereiro de 2017, durante o governo de Michel Temer.

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Em 2018, o governo Temer solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) a avaliação de uma solução envolvendo a Itaipu Binacional, que financiaría duas novas pontes sobre o Rio Paraná: a da Integração e outra ligando Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, a Carmelo Peralta, no Paraguai. O acordo também incluiu o financiamento de uma perimetral de 15 quilômetros, conectando a nova ponte a uma nova aduana no acesso à Argentina, à rodovia BR-277.

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a proposta envolvendo Itaipu em 17 de dezembro de 2018. No dia seguinte, durante a Reunião de Cúpula do Mercosul em Montevidéu, os presidentes Michel Temer e Mario Abdo Benítez definiram os detalhes do projeto. Em 21 de dezembro, anunciaram oficialmente a construção da ponte em uma cerimônia na usina de Itaipu.

A execução da obra ocorreu durante o governo Bolsonaro, enquanto a perimetral e a aduana estão sendo finalizadas no terceiro mandato do presidente Lula. “Por suas características e tempo de execução, projetos como a Ponte da Integração, assim como a própria Itaipu, são obras de Estado que transcendem governos, deixando um legado que beneficiará muitas gerações de brasileiros e paraguaios”, conclui Verri.

Fonte: Assessoria Itaipu

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