Nesta terça-feira (25/05) completou 45 dias de greve dos funcionários e em paralelo o aumento da passagem de ônibus, Foz do Iguaçu e seu frequente transtorno no Transporte Público.
Os motoristas e cobradores estão em greve desde o dia 13 de abril, a reivindicação é a renovação do acordo coletivo, o que inclui o vale alimentação e reajuste salarial. Os ônibus estão circulando na cidade em números reduzidos e em horários de pico, propício a gerar aglomeração entre os trabalhadores que dependem do transporte público.
Por causa da greve, os ônibus estão circulando das 5h às 9h com 100% da frota. Das 9h às 17h, com 40 % a 66% dos ônibus, e das 17h às 23h também com 100% dos veículos disponíveis.
Mas não acaba por ai. A passagem do ônibus em Foz passou por um aumento nesta terça-feira (25/05), de R$ 3,95 (desde 2019) para R$ 4,10, para os estudantes a passagem passa a ser R$2,05.
O aumento foi adotado porque em abril o Consórcio Sorriso conseguiu na Justiça o reajuste para a passagem de ônibus. A decisão foi determinada pela Comarca de Curitiba, na 5ª Câmara Cível, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR).
De acordo com o G1, Desde o início da pandemia, o Consórcio Sorriso alega que as empresas que prestam o serviço têm sido prejudicadas financeiramente com a redução dos números de passageiros.
Antes da pandemia, o consórcio operava com 154 ônibus e atendia cerca de 67 mil passageiros por dia, agora 74 ônibus atendem 25 mil passageiros diariamente. Mas ainda assim, certos horários lotam e os passageiros não tem outra saída.
Também sou cidadã e utilizo o transporte público, ver pessoas se arriscando para ir trabalhar me entristece, dentro dos ônibus não existe a frase “evite aglomeração” que todos falam, e o pior é que infelizmente alguns trabalhadores dependem do transporte público e do bom senso dos “superiores”. Abaixo deixo um registro que fiz na quinta-feira (20/05) às 12:50.

Prefeitura interfere no contrato com o Consórcio Sorriso
O contrato com a empresa Consórcio Sorriso foi assinado em 2010, no governo anterior a de Chico Brasileiro. São três empresas – duas do mesmo grupo – que operam 45 linhas regulares e uma metropolitana entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu.
Nos últimos anos o Foztrans já aplicou 196 multas pelo descumprimento das exigências previstas no contrato e outras 13 multas por descumprimento do decreto de intervenção entre 2 de novembro de 2020 e 31 de janeiro de 2021. Uma das multas equivale a R$ 200 mil.
A comissão municipal está investigando o contrato com o consórcio de empresas do sistema de transporte coletivo e pediu mais uma semana de prazo para entregar o relatório. O novo prazo se dá por questões legais e da análise de informações e dados que embasarão o parecer da Procuradoria Geral do Município. Este documento será entregue ao prefeito Chico Brasileiro, que já adiantou que vai tomar uma decisão definitiva sobre a atual situação.
“Não vamos continuar com esse transporte coletivo ruim e perverso com a população. As empresas conseguiram, inclusive, um aumento de passagem através de uma ordem judicial, porque o reajuste está previsto neste contrato nocivo e lesivo.
disse o prefeito chico brasileiro.
O prefeito anuncia a compra de ônibus financiados pela Caixa Econômica Federal para que a prefeitura não fique mais refém das empresas. Afirma também uma possível quebra de contrato com o Consórcio.



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