Faltando pouco mais de oito meses para as eleições gerais de outubro de 2026, Foz do Iguaçu conta atualmente com 14 partidos políticos legalmente constituídos e aptos a lançar candidaturas. O levantamento foi feito a partir de consulta ao sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme explicou o advogado e consultor legislativo Gilmar Cardoso.

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Para que uma legenda possa participar do processo eleitoral, é necessário manter comissão provisória ou executiva regularizada, ou ainda possuir mandato em exercício, além de formalizar seus candidatos durante as convenções partidárias. A legislação eleitoral brasileira não admite candidaturas avulsas, o que torna a filiação partidária obrigatória para quem deseja disputar cargos eletivos.

De acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), as convenções partidárias ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto de 2026. Após essa etapa, os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Partidos com estrutura em Foz do Iguaçu

Atualmente, as legendas aptas a lançar candidaturas no município são: PP, PSOL, AGIR, MDB, PL, federação PSDB/Cidadania, federação PT/PCdoB/PV, federação PSOL/Rede, PDT, PSB, Democracia Cristã (DC), PT, União Brasil e PSD.

O número de partidos com atuação local não corresponde necessariamente ao total de candidaturas que estarão nas urnas, já que muitas decisões são tomadas em nível estadual. No Paraná, por exemplo, 28 partidos estão legalmente constituídos.

Entre as siglas com maior estrutura, MDB e PT se destacam por possuírem comissões executivas com mandato vigente, resultado de convenções regulares. Em Foz do Iguaçu, o MDB é presidido por Angelo Calgaro, enquanto o PT tem como presidenta Valentina Rocha Virginio.

Outros partidos operam com comissões provisórias, com prazos definidos. O PSD, partido do governador Ratinho Junior, tem comissão válida até 31 de março, presidida por Antonio Aparecido Sapia. Já o União Brasil mantém comissão até 10 de abril, sob a presidência de José Elias Castro Gomes, enquanto o PDT segue regularizado até 31 de maio, comandado por Kalito Stoeckl.

Regras da campanha e calendário eleitoral

Gilmar Cardoso chama atenção para as normas que regem a propaganda eleitoral. A campanha só poderá ter início oficial em 16 de agosto de 2026, após o encerramento do prazo de registro das candidaturas. Antes disso, manifestações com pedido explícito de voto podem ser enquadradas como propaganda eleitoral irregular, sujeita à aplicação de multa.

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No dia 4 de outubro de 2026, eleitoras e eleitores irão às urnas para escolher deputados federais, deputados estaduais, dois senadores por estado, governadores e o presidente da República, nessa ordem. O voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.

O prazo para emitir ou regularizar o título eleitoral termina em 6 de maio de 2026. A partir do dia seguinte, o cadastro eleitoral será fechado para a organização do pleito.

A legislação também define idades mínimas para os cargos: 35 anos para presidente, vice-presidente e senador; 30 anos para governador e vice-governador; e 21 anos para deputados. Já a desincompatibilização de cargos públicos deve ocorrer até seis meses antes da eleição, em abril, período que coincide com a chamada janela partidária, quando parlamentares podem trocar de legenda sem perder o mandato.

Mudança no cenário partidário

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a mudança de nome do Partido da Mulher Brasileira (PMB), que passou a se chamar Democrata, adotando o número 35. O novo partido teve seu registro aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em dezembro de 2025 e obteve registro no TRE do Paraná em 23 de janeiro deste ano.

A legenda é presidida no estado pelo publicitário Danilo Becker D’Avila. Segundo Gilmar Cardoso, o TSE entendeu que a nova denominação não gera confusão com o extinto Democratas (DEM), cuja proteção sobre nome e sigla deixou de existir após a incorporação partidária.

Com o calendário eleitoral avançando, Foz do Iguaçu começa a vivenciar, nos bastidores, a intensificação das articulações políticas que antecedem uma das eleições mais amplas da história recente do país.

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