Após anos de preparação digital e obras estruturantes, a Itaipu Binacional entra em uma etapa decisiva do seu Plano de Atualização Tecnológica (PAT). A hidrelétrica prevê, para 2026, a parada programada da primeira de suas 20 unidades geradoras, marcando o início efetivo da modernização dos sistemas de operação da usina, localizada em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira.

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O avanço ocorre após um ciclo de cerca de quatro anos dedicado a projetos executivos, digitalização da infraestrutura e mobilização logística. A expectativa é manter um ritmo médio de atualização de duas unidades geradoras por ano, assegurando elevados índices de desempenho e confiabilidade por meio da transição para sistemas digitais de última geração.

Um dos eixos centrais dessa fase é a modernização do sistema de controle centralizado, considerado o “cérebro” da usina. O projeto inclui a implantação de um novo sistema SCADA, responsável pela supervisão e controle digitais, além da RTA (Rede de Tecnologia da Automação), que integra comunicação e controle industrial de alta complexidade.

Esses sistemas são essenciais para a operação em tempo real das unidades geradoras e para a integração de Itaipu aos sistemas elétricos do Brasil e do Paraguai. A transição exige precisão, já que parte dos equipamentos ainda opera com tecnologia analógica desde a inauguração da usina, em 1984.

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O escopo do PAT abrange a substituição dos sistemas de controle e proteção das unidades geradoras, da subestação isolada a gás, das comportas do vertedouro e da barragem. Também estão previstos novos sistemas de medição e faturamento, modernização dos serviços auxiliares e a troca completa dos cabos de força e controle. Equipamentos eletromecânicos de grande porte, como turbinas e geradores, permanecerão em operação por estarem em excelentes condições técnicas.

Para sustentar essa nova arquitetura digital, Itaipu avança na implantação das chamadas Salas Seguras, ambientes físicos controlados e de alta disponibilidade que abrigarão os servidores dos sistemas críticos. Esses espaços seguem padrões rigorosos de confiabilidade, redundância e segurança, garantindo o funcionamento ininterrupto da usina.

Outro destaque é a preparação civil para a instalação do Conversor Estático de Frequência (SFC), equipamento que ampliará a flexibilidade operacional e dará suporte à modernização dos geradores diesel de emergência, especialmente em situações de restabelecimento do sistema elétrico entre os padrões de 50 Hz e 60 Hz.

O sucesso da etapa prevista para 2026 também está ligado ao trabalho prévio de digitalização. Em 2023, Itaipu concluiu o escaneamento tridimensional a laser (3D) de grande parte da usina. Os dados foram integrados à metodologia BIM (Building Information Modeling), permitindo simulações virtuais que reduzem riscos, retrabalhos e interferências antes da execução das obras.

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Considerado o maior projeto da binacional desde sua construção, o Plano de Atualização Tecnológica envolve investimentos de aproximadamente US$ 670 milhões e tem cronograma previsto até 2036. A iniciativa reforça o papel estratégico de Itaipu para a segurança energética do Brasil e do Paraguai, ao mesmo tempo em que consolida a hidrelétrica como referência mundial em inovação e longevidade operacional.

Fonte: Canal Solar

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