Após o debate levantado por especialistas sobre o modelo de licitação do passeio náutico nas Cataratas, a chefia do Parque Nacional do Iguaçu, José Ulisses, detalhou exclusivamente para a 100fronteiras como o órgão pretende assegurar a excelência do serviço. Em resposta às preocupações sobre a transição de empresas e a manutenção do capital humano, o ICMBio reforça que o contrato foi desenhado para blindar a segurança dos visitantes e a qualidade da educação ambiental.
Preservação do conhecimento técnico
Uma das maiores preocupações da comunidade turística é a perda da experiência acumulada pelos pilotos que operam no Cânion do Iguaçu há décadas. Sobre isso, a chefia do Parque destaca que a estrutura da concessão exige a manutenção de equipes qualificadas.
“É essencial manter uma equipe qualificada e estrutura adequada. Isso envolve não apenas preservar o conhecimento técnico acumulado, mas também garantir a renovação e a capacitação contínua dos profissionais”, afirmou Ulisses.
A futura operadora deverá cumprir rigorosamente as normas do ICMBio, da ABNT e da Marinha do Brasil, mantendo certificações e seguros obrigatórios de responsabilidade civil.
Revisão de critérios e participação social
Questionado sobre a recomendação de aumentar a exigência de fluxo médio anual nos atestados de capacidade técnica — para evitar operadores subdimensionados —, o ICMBio confirmou que as sugestões da comunidade foram ouvidas.
Segundo o órgão, as contribuições colhidas em audiências públicas e reuniões com atores locais foram analisadas.
“Todas as sugestões apresentadas dentro do prazo foram analisadas e, quando consideradas pertinentes, incorporadas ao documento final”, informou. A documentação final, já com os ajustes, está atualmente sob avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU).
josé ulisses
A documentação final que está sendo avaliada pelo Tribunal de Contas da União, pode ser acessada clicando aqui.

Educação ambiental além do critério financeiro
Embora a licitação utilize o maior valor de outorga como critério de julgamento, Ulisses assegura que isso não desobriga a empresa de manter o padrão de educação ambiental “ativa” durante o trajeto terrestre.
“Mesmo com critério financeiro no julgamento da proposta, a concessionária deverá cumprir padrões de qualidade e obrigações previstos no contrato e nos anexos”, explicou.
A fiscalização será baseada no Plano de Manejo do Parque e em padrões de desempenho contratuais. O órgão reforça que o critério financeiro é apenas uma das fases, e que a qualificação técnica é eliminatória para garantir que a experiência do visitante não sofra retrocessos.




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