O Porto Seco de Foz do Iguaçu movimentou US$ 4,78 bilhões no primeiro semestre de 2025, estabelecendo um novo recorde histórico para o comércio internacional na Tríplice Fronteira. O volume representa um crescimento de 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados divulgados pela Receita Federal.
Mesmo com queda de 7,84% no volume físico das cargas – 2,37 milhões de toneladas –, o valor financeiro subiu devido ao aumento na circulação de produtos com maior valor agregado, como máquinas, plásticos e fertilizantes. Isso reflete uma transformação na matriz logística da região, que cada vez mais se consolida como corredor de bens industrializados.
Exportações lideram avanço
As exportações puxaram o crescimento, com US$ 2,46 bilhões no semestre, alta de 55,49%. Já as importações chegaram a US$ 2,32 bilhões, com avanço de 15,23%. Em volume, foram importadas 1,5 milhão de toneladas, 11,83% a mais que em 2024.
O saldo comercial brasileiro ficou positivo na região, com destaque para a exportação de produtos industrializados – uma mudança importante frente ao histórico domínio das commodities.
Comércio com Argentina cresce, Paraguai recua
O comércio bilateral apresentou dinâmicas diferentes entre os vizinhos. Com o Paraguai, houve queda tanto nas exportações quanto nas importações em volume e valor. Já com a Argentina, os dados surpreenderam: as exportações brasileiras cresceram 21,8% em volume e 111,9% em valor, consolidando o país como destino estratégico para bens industrializados.
Caminhões e infraestrutura
Entre janeiro e junho, 97.812 caminhões passaram pelo Porto Seco – aumento de 11,6%. A maioria das viagens teve o Paraguai como origem ou destino (74.404 veículos), seguido pela Argentina (23.409).
A crescente movimentação reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura, como as obras da Perimetral Leste, a duplicação da Avenida das Cataratas e o projeto do novo Porto Seco, que visam dar mais fluidez e segurança ao tráfego internacional de cargas.
Foz do Iguaçu está em um momento estratégico para se consolidar como uma das principais plataformas logísticas do Cone Sul.


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