Uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais de Foz do Iguaçu chega a um marco histórico em 2026. A celebração em homenagem a Iemanjá completa 50 anos, reafirmando seu papel como expressão de fé, identidade cultural e resistência das religiões de matriz africana na cidade.

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A tradição teve início em 1976, a partir da liderança da Yalorixá Maria Benedicta de Souza Macedo, conhecida como Vovó Benedicta do Reino de Oxalá, figura central na consolidação do evento como referência religiosa e cultural na fronteira. Ao longo de cinco décadas, a celebração se fortaleceu e passou a integrar o calendário simbólico da cidade.

A programação ocorre nos dias 1º e 2 de fevereiro, com atividades concentradas na Praça da Paz e no Rio Paraná. O evento reúne lideranças de diferentes vertentes das religiões afro-brasileiras, como Candomblé, Umbanda e Jurema, além de grupos culturais e artísticos.

No primeiro dia, a Praça da Paz recebe apresentações culturais, exposições temáticas e homenagens à fundadora da celebração. A programação intercala atividades ao longo do dia, reunindo expressões como afoxé, maracatu, samba, balé afro e outras manifestações ligadas à ancestralidade africana.

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No segundo dia, os rituais ganham caráter mais religioso, com a concentração dos fiéis na Praça da Paz e a tradicional carreata que segue até o Porto Katamaran. No local, a imagem de Iemanjá é conduzida para a procissão fluvial, realizada no Rio Paraná, com acompanhamento da Marinha, por meio da Capitania Fluvial do Rio Paraná.

Durante a cerimônia, cânticos, toques de atabaque e oferendas marcam o momento mais simbólico da celebração, que reforça pedidos de proteção, paz e equilíbrio espiritual. Após o retorno ao porto, a programação segue novamente na Praça da Paz, com apresentações de capoeira, samba e rituais conduzidos por ogãs e lideranças religiosas.

Além do aspecto espiritual, a Festa de Iemanjá também se destaca como espaço de afirmação da diversidade religiosa, defesa da liberdade de crença e valorização da cultura afro-brasileira. O evento contribui ainda para o fortalecimento do turismo religioso, posicionando Foz do Iguaçu como um dos polos nacionais desse segmento.

A celebração conta com apoio de instituições públicas e parceiros locais, reforçando o reconhecimento do evento como patrimônio cultural e religioso da cidade.

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Iemanjá é reconhecida, nas religiões de matriz africana, como a orixá das águas salgadas, associada à proteção, à maternidade e ao acolhimento. Sua simbologia também carrega uma mensagem de respeito à natureza e preservação ambiental, lembrando que a relação entre humanidade e águas deve ser guiada pelo cuidado e pela responsabilidade.

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