Foz do Iguaçu vem crescendo em todos os sentidos e graças ao desenvolvimento imobiliário e turístico da região, a cidade tem se tornado um local de atração de novas empresas. Como forma de acelerar o processo de abertura dessas novas empresas, rompendo com a burocratização do processo, a Prefeitura Municipal, em parceria com Sebrae/PR e o Comitê Gestor de Desenvolvimento Municipal (CGDM) lançaram, em 2018, o programa Destrava Foz, que tem o objetivo central de simplificar os processos de abertura e licenças de novas empresas. Desde sua criação, o programa contribuiu para agilizar a abertura de novos empreendimentos. Atualmente, mais de 23 mil pessoas estão cadastradas como microempreendedores individuais (MEI). Agora esse programa avança para uma nova fase.
Divulgado recentemente pela Prefeitura, a segunda etapa do Destrava Foz assegura que atividades comerciais de baixo risco terão licença de funcionamento liberadas automaticamente em Foz do Iguaçu, ou seja, cerca de 688 empresas serão beneficiadas nesta categoria. Com isso, Foz entra na lista das cidades que mais rapidamente abrem uma empresa no Brasil.
Como isso irá funcionar na prática?
De acordo com a assessoria da PMFI o novo método irá abranger categorias como comércios varejistas e serviços. Desta forma, Foz se torna pioneira no Paraná em número de atividades consideradas de baixo risco dentro da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
Para isso, os empresários interessados poderão acessar o sistema digital, vinculado à Prefeitura e à Junta Comercial do Paraná, realizar a solicitação e já começar a trabalhar. Após isso, a equipe de fiscalização irá visitar as instalações para atestar a situação, não precisando mais esperar muito tempo para a abertura desse processo.
Esse trabalho vem sendo realizado por um comitê gestor que trabalha ativamente para cumprir os requisitos necessários, prezando pela integração e busca de parcerias. Além disso, a parceria com o Sebrae também foi fundamental para o seguimento de todo o trabalho, realizando a articulação entre o município e o programa Descomplica, do Governo do Estado.
O que pensam os empresários de Foz?
“O Destrava Foz pode ser muito positivo, visto que empresas como a nossa, por exemplo, levaram muito tempo para terem seu processo de abertura concluído. Então, acredito que se for feito com responsabilidade e não permitindo que qualquer empresa abra de qualquer forma, pode ser muito positivo”.
Isabelle Caramel de Moraes, proprietária da Fiolaser SPA

“O Destrava Foz, é uma pauta muito bem sugestiva para o desenvolvimento socioeconômico, o qual pertence a todos os setores da sociedade e que deveriam estar envolvidos e, principalmente, comprometidos nestes objetivos. Seria como um plano cirúrgico onde o município cuidaria da saúde econômica e social, um plano que abrangeria todas as vertentes objetivando médio e longo prazo. A ideia de criar uma organização aglutinadora, com voz e ações coordenadas por líderes que busquem ideias e prestem contas à sociedade, pode sim multiplicar e transformar em resultados positivos com um único propósito de geração da felicidade, uma inclusão do todo para todos”.
José Zoboli, proprietário da Encoprint.

“Não acho que esse tipo de programa é algo ‘especial’. Pois abrir empresa no Brasil hoje em dia não é tão simples, a estatística diz que 8 entre 10 empresas fecham em menos de dois anos e fechar uma empresa é a maior burocracia que existe, aliás bem pior do que abrir uma. Então na minha opinião, melhor do que facilitar abrir uma empresa na cidade seria ter suporte da administração municipal, isentando por exemplo, os impostos nos dois primeiros anos, algo que realmente fizesse a diferença. Se querem realmente ajudar em algo, que façam algo mais concreto e de efeito no caixa das empresas. Porque o fato de abrir empresas não quer dizer que seja garantia de sucesso”.
Renato Souto, proprietário da Monital.




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