Nascido nos Estados Unidos, o jazz contemporâneo está consolidando um capítulo próprio, e histórico, na Tríplice Fronteira. Mas o que faz de Foz do Iguaçu, uma cidade pulsante por natureza e turismo, o ambiente perfeito para o improviso e a sofisticação desse gênero?
A resposta não está apenas na beleza das Cataratas, mas na mistura. O jazz, em sua essência, é a música da liberdade e da fusão. Ele nasce do encontro de culturas — exatamente o que vivemos diariamente entre Brasil, Paraguai e Argentina.
Um caldeirão cultural orgânico
Foz do Iguaçu abriga mais de 80 etnias. Essa diversidade cria um ouvido atento ao que é novo e ao que é universal. Quando o som de um saxofone ecoa nas noites da fronteira, ele não encontra apenas um público, ele encontra uma identidade que já está acostumada a não ter barreiras.
Diferente dos grandes centros urbanos, onde o jazz muitas vezes fica restrito a clubes fechados, na fronteira ele ganha o ar fresco. Ele se mistura ao calor da região e à hospitalidade característica de uma cidade que sabe receber o mundo.
A ascensão da “Cena Iguaçuense”
Nos últimos anos, vimos um movimento interessante: músicos locais e internacionais começaram a enxergar Foz como um polo de curadoria. A cidade deixou de ser apenas uma “parada de turnê” para se tornar um destino onde o jazz é celebrado com propósito.
Eventos que já se tornaram marcos no calendário local — como o 100fronteiras Jazz Night e o 100fronteiras Jazz Festival — são reflexos dessa maturidade cultural. Eles provam que o público da região e os turistas buscam mais do que contemplação; buscam experiências que unam a sofisticação da música instrumental à energia única da nossa geografia.
O jazz na fronteira é, acima de tudo, um convite ao diálogo. É a trilha sonora perfeita para uma terra onde as águas se encontram e as culturas se abraçam.



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