A história da música mundial reserva um capítulo especial para a migração dos ritmos que atravessaram as Américas. O Jazz, nascido nos clubes de New Orleans, nos Estados Unidos, não apenas percorreu o globo, mas encontrou na América Latina um terreno fértil para uma das fusões culturais mais ricas da história moderna. Esse fenômeno de “latinização” do gênero é o tema central que abre o ciclo de conteúdos especiais do portal 100fronteiras para a temporada 2026.
A conexão entre o Jazz e os ritmos latinos não foi um acidente, mas uma convergência de almas rítmicas. Ao descer o continente, o gênero incorporou a síncope e o calor dos tambores caribenhos e brasileiros, transformando a improvisação técnica em uma celebração sensorial. Esse intercâmbio cultural é o que especialistas chamam de “caldeirão perfeito”, uma definição que se aplica com precisão à Tríplice Fronteira.
Foz do Iguaçu, com sua natureza cosmopolita e o encontro de dezenas de nacionalidades, tornou-se o palco natural para essa sonoridade. A cidade tem visto sua cena cultural ascender, consolidando-se como um destino obrigatório para quem busca música de alta qualidade e experiências sofisticadas. Eventos locais e o fomento à cena regional têm permitido que o Jazz e a Bossa Nova não sejam apenas gêneros importados, mas parte da identidade sonora da região.
Ao longo deste mês, o portal explorará as nuances que tornam esse ritmo imortal. Mais do que técnica musical, o Jazz na América Latina é um reflexo da nossa própria capacidade de reinvenção e harmonia entre diferentes culturas.



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