O 100fronteiras JAZZ Festival está chegando, e com ele, uma oportunidade única de celebrar o que há de mais autêntico na cena musical da Tríplice Fronteira. Embora o evento traga nomes de fora, é na força e originalidade dos músicos locais que se encontra sua verdadeira identidade sonora. Bandas como 4jazz, Jazz do Iguaçu, Jazzcare Trio, Frontrezz, Herencia Latina e Três Tons de Jazz formam a espinha dorsal do festival — a base firme sobre a qual todo o espetáculo será construído.
Esses artistas representam não apenas talento, mas também uma conexão viva com o território, sua cultura e diversidade. Durante todo o ano, eles animam palcos, bares e projetos culturais da cidade, e agora ganham o destaque merecido em um evento que é gratuito e aberto ao público, nos dias 1 e 2 de novembro, no Mercado Público de Foz do Iguaçu.
Artistas locais
4jazz
Atuando desde 2014 na cena musical da Tríplice Fronteira, o 4Jazz é formado por Júlio Cezar Santos (saxofone e clarinete), Renato Costa “Fumê” (guitarra), Sergio Copetti (contrabaixo) e Amauri Copetti (bateria). O grupo apresenta um repertório que passeia pelos standards do jazz e da bossa nova, interpretações instrumentais de clássicos consagrados e composições próprias — tudo permeado pela liberdade da improvisação, marca registrada do jazz.

Jazz do Iguaçu
O quinteto Jazz do Iguaçu é formado por um grupo de amigos entusiastas do jazz, que desenvolve o projeto em paralelo a suas atividades profissionais. O nome remete a Foz do Iguaçu, uma homenagem à cidade de origem do quinteto, formado há dois anos. Com diversas apresentações na região da fronteira trinacional, o Jazz do Iguaçu tem um repertório que inclui clássicos de compositores como Miles Davis, John Coltrane, Wayne Shorter, Herbie Hancock, Tom Jobim, João Donato e Baden Powell. O grupo é formado pelo baterista Aurélio Berlinck, o saxofonista Bruno Fontes, o baixista Fábio Salles, o guitarrista Felipe Trevisan e o pianista Romeu de Bruns.
“O festival é uma oportunidade ímpar para valorizar esse estilo riquíssimo que é o jazz, e também dar visibilidade aos músicos da região. É celebrar a arte e o talento que Foz do Iguaçu tem de sobra,” comentou Felipe Trevisan

Jazzcare Trio
Criado em 2018, o grupo tem como proposta musical a fusão de ritmos da Tríplice Fronteira — Brasil, Paraguai e Argentina — com outras sonoridades latino-americanas. O repertório inclui releituras sensíveis de canções como Manhã de Carnaval, Pedecito del Cielo, Jangadero e Vera Cruz. Ao longo dos anos, o Jazzcaré se apresentou em importantes festivais da Argentina, como o Festival de Jazz do Chaco (2021), Festival do Litoral (2020) e Festival do Chamamé (2019). Em Foz, o trio já marcou presença na Feira do Livro, Fartal, Natal de Foz e em espaços culturais como Zeppelin Old Bar, A Casa, QG do Quixote e El Loco Heraldo, em Puerto Iguazú.

Frontrezz
Formado por Marcelo Corrêa (piano), Gabriel Rezende (contrabaixo) e Lucas Casacio (bateria), o trio nasceu do encontro de músicos vindos de diferentes regiões do Brasil para atuar como professores na UNILA. Com base no formato tradicional dos trios de jazz, o grupo transita entre sonoridades clássicas e influências contemporâneas de diversas vertentes musicais, criando uma linguagem própria.
Desde 2018, o Frontrezz atua na Tríplice Fronteira e já dividiu o palco com nomes nacionais e internacionais como Derico, Léa Freire, Michael Tracy (EUA) e Raphael Ferreira. Entre suas produções autorais destacam-se a animação Negro Amanhecer (2020) e o álbum Trios (2022), ambos com apoio da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu.

Herencia Latina
Orquestra de salsa formada por integrantes de diferentes países latino-americanos que escolheram Foz do Iguaçu como lar. O grupo nasceu no ambiente plural da Unila e reúne músicos da Colômbia, Argentina, Venezuela e Brasil. Marina Araldi (voz), Alejandra Espitia (flauta), Henry Hernández (saxofone), Marcelo Correia (piano), Gabriel Rezende (baixo), Lucas Cassacio (bateria), Darnel Egea e Damian Rodríguez (percussão) interpretam clássicos de Willy Colón, Rubén Blades, Hector Lavoe e Buena Vista Social Club. A Herencia também flerta com sonoridades contemporâneas da salsa, como as do grupo de Daymé Arocena, e tem conquistado espaços em Foz e municípios do Oeste do Paraná.

Três Tons de Jazz
O trio nasceu da amizade de três músicos que compartilham a paixão pela música como expressão viva da emoção. Com arranjos criativos e leves, o Três Tons de Jazz traz a linguagem do jazz para canções populares, reinventando melodias conhecidas com liberdade e improviso. Mais do que um grupo, é uma celebração do encontro entre som e sentimento, onde cada apresentação busca emocionar e conectar as pessoas por meio da música.

Vozes da cena: o que dizem os músicos
Para entender o impacto de um festival como esse, ouvimos alguns dos protagonistas locais:
“Um festival de jazz em Foz do Iguaçu é um divisor de águas. Coloca nossa arte em evidência e mostra que a cidade valoriza sua cultura”, afirma Lucas Ramalho, do Jazz do Iguaçu.
“A diversidade da Tríplice Fronteira está presente no nosso som. Tocamos com influências que vêm da Argentina, Paraguai e Brasil ao mesmo tempo”, destaca Maria Célia Torres, do Herencia Latina.
Sobre a experiência de se apresentar em um palco 360º, João Melo, do Frontrezz, compartilha: “É como se o público estivesse dentro da música com a gente. A troca é direta, intensa e inesquecível.”
Um palco que valoriza e conecta
A curadoria do festival também reforça a centralidade dos talentos locais na proposta artística. Segundo o idealizador do evento, Denys Grellmann, o protagonismo iguaçuense é inegociável.
“Não faria sentido criar um festival aqui sem que os nossos talentos fossem os protagonistas. As atrações de fora vêm para somar e para trocar experiências, mas a alma do nosso som é feita em casa. Este festival é um palco para celebrar a excelência dos músicos da nossa fronteira“, comentou Denys
Além dos shows, o festival também promoverá jam sessions para incentivar a interação entre os músicos locais e os artistas convidados — um verdadeiro intercâmbio musical e cultural.
Convite para celebrar a música da nossa fronteira
As apresentações dos artistas locais serão distribuídas nos dois dias de programação, no coração do Mercado Público, com entrada gratuita. O convite está feito: venha conhecer, celebrar e se orgulhar dos talentos da nossa casa.



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