O evento foi um sucesso! A casa estava cheia e todos lá estavam ansiosos para prestigiarem Gilmar Piolla. De acordo com o autor, a expectativa do evento foi atingida. “Estava tão lotado que se mais pessoas fossem, não iria caber todo mundo”, destacou Piolla.













Fotógrafa Jessica Paiva.
Confira todas as fotos do evento clicando aqui.
“Gratidão, 100 Fronteiras!
O lançamento do livro Ecos da Inquietude, no último sábado, 31 de maio, foi mais do que um evento literário – foi um encontro de afetos, ideias e boas companhias.
Mais de 320 pessoas nos prestigiaram nessa tarde especial, marcada pela diversidade, pela leveza do jazz, pelos vinhos argentinos da Now Experience, pelos cafés da Boutique do Café e pelos sabores dos pães e patês do restaurante Locanda.
Gente de todas as tribos, de toda a cidade, reunida em torno da palavra – com inquietude nos olhos e alegria no coração.
Agradeço imensamente à equipe da Revista 100 Fronteiras, que não só produziu uma matéria sensível sobre o lançamento, como também registrou todos os momentos com carinho e atenção aos detalhes. Gratidão a todos os patrocinadores.
Meu muito obrigado a todos e todas que ajudaram a fazer dessa tarde um eco inesquecível.
Piolla”
Ecos da Inquietude
Inspirado por autores que transitam entre a leveza e a densidade — Leminski, Quintana, Pessoa e Nietzsche —, Piolla constrói sua própria voz. Há em seus poemas a ironia delicada de Quintana, o humor filosófico de Leminski, a introspecção de Pessoa e a rebeldia nietzschiana contra as verdades absolutas. Mas não se trata de imitação: é diálogo. E, nesse diálogo, o autor afirma sua identidade como intérprete das próprias inquietações.
Não por acaso, o prefácio do jornalista e publisher Caco de Paula o define como um “poeta de mente aberta”. E esse espírito atravessa toda a obra. Na Nota do Autor, Piolla afirma: “A poesia deve ser um território de liberdade” — e cumpre essa promessa ao oferecer margens generosas para que o leitor construa suas próprias interpretações. Suas palavras não impõem: convidam.
Entre imagens da natureza e lampejos da vida urbana, Ecos da Inquietude captura pequenas e grandes perturbações. Em Fronteira Desvairada, por exemplo, a tríplice fronteira — onde o autor vive — aparece como um espaço ambíguo, entre o sublime das Cataratas e a crueza das rotas clandestinas. Já em haicais como Resiliência, a superação surge com humor e síntese:
Essa pluralidade é a força do livro. Ecos da Inquietude não se limita a um único tom: é múltiplo, como quem o escreveu — e como quem o lê. Suas inquietações são universais porque não tentam domesticar o caos; ao contrário, o acolhem.
A obra reafirma a poesia como espaço de respiro e encontro. Entre o instante e a eternidade, entre o riso e a dúvida, Piolla oferece versos que não prometem calmaria — mas companhia. Porque, como ele próprio afirma, “as palavras só ganham vida quando encontram outras vidas.”




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