A história da Pedra del Peñol ou Peñol de Guatapé, na Colômbia
Você conhece uma rocha semelhante ao Pão de Açúcar, Corcovado, Pedra
da Gávea, Morro da Urca, Morros Dois Irmãos, no Rio de Janeiro,
existente na Colômbia? Trata-se da Piedra del Peñol – Guatapé, A Rocha
do Guatapé, cuja localização é disputada há anos entre os municípios de
Guatapé e El Peñol, tem vários mitos como a que os habitantes da área do
passado disseram que o Diabo tentou roubar a Rocha do Guatapé, é por
isso que ela tem uma grande rachadura em um de seus lados.
Com uma altura de 220 metros, se pode subir a pedra entre 45 minutos
e uma hora, através de uma escadaria. Em sua história, foram construídas
duas séries de escadas, a mais nova tem medidas de segurança maiores,
mas você pode ainda percorrer a do velho ziguezague entre o novo,
vendo-se escritas as duas primeiras letras da cidade “GU” lá em cima da
pedra.
O Peñól de Guatapé foi declarado patrimônio nacional da Colômbia, com
a controvérsia que sempre esteve dentro de propriedade particular,
sendo popularizada por Luis Vellegas, que desde a adolescência era
fascinado pela rocha.
Ele acabou herdando a rocha de sua família e a igreja de Guatapé sugeriu
que ele a escalasse com outras duas pessoas, sendo as primeiras a
escalar, levou 5 dias como ele fez colocando passos de madeira entre as

rachaduras, o que deu origem às escadas que hoje estão em uma de
suas maiores rachaduras.
No topo da Pedra, há uma pequena loja de souvenirs. Possui uma
estrutura que começou a ser construída como um futuro hotel, mas as
autoridades nunca aprovaram pela sua precariedade e hoje é um mirante
onde os turistas tiram fotos da represa.
Conta a lenda que a pedra foi um elemento de adoração para os povos
indígenas que lá habitavam nos tempos pré-hispânicos e foi abandonada
por longo tempo. A Rocha do Guatapé, que tem uma origem mais
simples, mas não menos incrível, é coberta por uma massa de rocha de
granito, chamada de “Batholith antioquiano”, mas que absorve as
vibrações de tremores e terremotos, diminuindo seu poder de destruição.
Em 1988, numa aliança entre o dono, sr. Villegas e o prefeito de Guatapé,
ele começou a escrever “GUATAPÉ” na rocha para reivindicar a Pedra
como parte do patrimônio desse município em frente ao Peñol, que há
décadas a reivindica como sua herança. Sua localização é em Guatapé,
mas durante anos fez parte do Peñol e de sua identidade, por isso as
autoridades de Guatapé começaram a escrever seu nome na pedra, mas
quando os habitantes de Peñol descobriram o que estava acontecendo
reuniram uma multidão ao redor da Pedra e conseguiram parar a pintura,
por isso que você só vê a letra “G” e parcialmente a “U”, sendo que uma
lei proíbe a pintura ou a travessia de locais turísticos naturais.

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Eucardio Antonio De Rosso, é Jornalista e escritor.

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