O Castelo de Coca (em espanhol: Castillo de Coca e nada a ver com o refrigerante nem com a erva) é uma fortificação em castelo de estilo gótico e mudéjar (uma arte ao estilo artístico que se desenvolveu entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da Península Ibérica, que
incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero-muçulmano), localizado no
município de Coca, na Província de Segóvia, comunidade autônoma de Castela e Leão na
Espanha. Foi construído no século XV, em 1453 e é de propriedade da Casa de Alba.
Considerado desde 03 de junho de 1931 como patrimônio histórico da Espanha, atualmente
está aberto a visitas de turistas.
Em sua história, em 1453, Alonso de Fonseca, arcebispo de Sevilha, recebeu permissão do rei Juan II de Castela para construir um castelo. Em 1473, sua execução foi realizada pelo mestre construtor Alí Caro, a pedido do terceiro senhor da Coca Don Alonso de Fonseca, sobrinho do Arcebispo, iniciando-se também a construção do corpo central da fortificação com planta quadrangular e pátio de estilo mudéjar, (que deriva da palavra árabe “mudayyan” que significa “aquele a quem foi permitido ficar”, utilizada para nomear os muçulmanos que permaneceram nos territórios da península ibérica após a conquista por parte dos cristãos) ladeado pela Torre del Homenaje. Da família Fonseca, o castelo passou para a Casa de Alba, e em 1928 a Direção Geral de Belas Artes declarou-o Monumento Histórico Nacional, fazendo também parte do Tesouro Artístico Espanhol. Em 1954, passou para o Ministério da Agricultura, cedido pelos proprietários, para que aí se instalasse uma Escola de Formação Florestal, que continua a funcionar até hoje, sendo muito procurado por estudantes de toda a Espanha.
O Castelo de Coca é considerado um dos mais belos exemplos da arte gótico-mudéjar
espanhola tendo sua construção surpreendido e encantado quem o admira, pois expressa, em cada uma das suas formas em tijolo, um conjunto arquitetônico original e imaginativo como poucos. Destaca-se a beleza singular das suas salas, nas quais estão representados belos motivos geométricos mudéjares feitos com estuques e pinturas, proporcionando-nos também um legado único e irrepetível. Outra particularidade reside no fato de não ter sido construído sobre uma colina como é frequente nas fortalezas desse tipo, mas partindo das encostas do terreno, que serve de sede ao castelo, erguido numa ampla e profunda fossa. Ali correu uma romântica história de amor protagonizada por um fidalgo, mas essa é outra história.

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Eucardio Antonio De Rosso, é Jornalista e escritor.

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