Propostas em análise no Paraná buscam tornar o ambiente escolar mais acolhedor para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As medidas incluem a substituição dos tradicionais sinais sonoros por sinais musicais e a disponibilização de tampões auriculares para alunos com hipersensibilidade auditiva.
A ideia é evitar incômodos sensoriais causados por sons intensos, como o das sirenes escolares, que podem gerar estresse, desconforto e até crises de pânico em crianças e adolescentes com TEA. O objetivo é criar um ambiente mais calmo, respeitando as particularidades sensoriais desses alunos.
As propostas preveem que tanto escolas públicas quanto privadas possam substituir os sinais de entrada, saída e intervalos por músicas instrumentais, canções infantis ou outros estilos definidos pela gestão escolar, em conjunto com a comunidade. Além disso, tampões auriculares devem ser oferecidos aos estudantes que necessitarem, promovendo mais conforto e favorecendo o processo de aprendizagem.
Estudos apontam que pessoas com autismo podem apresentar alterações significativas na forma como percebem estímulos auditivos. Enquanto a maioria suporta sons de até 120 decibéis, indivíduos com hipersensibilidade podem sentir desconforto com níveis a partir de 90 decibéis. Em ambientes escolares, sirenes e alarmes costumam ultrapassar 110 decibéis, o que pode prejudicar diretamente esses alunos.
Dados do Censo da Educação Básica mostram um aumento de 53,3% no número de alunos com autismo matriculados em turmas regulares no Paraná, saltando de 18.895 para 28.927 estudantes. Isso reforça a importância da adaptação de espaços e práticas pedagógicas para garantir inclusão e bem-estar.
Além de melhorar o ambiente escolar, as medidas propostas podem contribuir significativamente para o desempenho acadêmico e a socialização desses alunos, permitindo que aproveitem melhor a rotina escolar com mais tranquilidade e segurança.



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