Os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (22), revelam um avanço significativo no mercado de trabalho do Paraná, com destaque para a crescente participação das mulheres. No terceiro trimestre de 2024, o número de mulheres ocupadas no Estado atingiu 2,617 milhões, o maior índice já registrado desde o início da série histórica, que começou no primeiro trimestre de 2012, quando eram 2,176 milhões. Esse aumento reflete a melhoria nas condições do mercado de trabalho local e um forte movimento de empoderamento feminino no Paraná.
Em comparação com o segundo trimestre de 2024, quando o total de mulheres ocupadas era de 2,575 milhões, o crescimento foi de 42 mil mulheres inseridas no mercado de trabalho. Já em relação ao mesmo período de 2023, o aumento foi ainda mais expressivo, com 116 mil mulheres a mais trabalhando no Estado, evidenciando a expansão da economia e o aquecimento do mercado de trabalho paranaense. Esse crescimento também foi acompanhado por uma redução significativa na taxa de desocupação feminina, que caiu para 4,8% no terceiro trimestre de 2024. Para se ter uma ideia, no primeiro trimestre de 2019, a taxa de desocupação entre as mulheres era de 11,3%, ou seja, houve uma queda de mais da metade nos últimos seis anos.
O rendimento médio das mulheres no Paraná também demonstrou uma evolução considerável. Atualmente, as paranaenses recebem, em média, R$ 2.958 mensais, o que representa um aumento de 3,5% em relação ao segundo trimestre de 2024 e 7,9% em comparação com o mesmo período de 2023. Este valor coloca o Paraná como o quinto estado com o maior salário médio do País.
Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, destacou que os resultados positivos no mercado de trabalho paranaense têm beneficiado tanto homens quanto mulheres, abrangendo todas as faixas etárias e níveis de escolaridade. Para ele, “é a política social com os resultados mais efetivos”. A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, ressaltou que os números apresentados representam um avanço crucial para a economia, com as mulheres assumindo um papel cada vez mais protagonista, especialmente em setores-chave da economia. Ela frisou, no entanto, que a luta por um mercado de trabalho mais justo e igualitário deve continuar, com foco não só na presença feminina, mas também nas condições de trabalho, salários e oportunidades de crescimento profissional.
O secretário estadual de Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, destacou a importância das ações do Governo do Estado para ampliar a participação feminina no mercado de trabalho, com destaque para a atuação em setores tradicionalmente dominados por homens. Ele citou a parceria deste ano com o Senai para a criação de um curso exclusivo para mulheres na área da construção civil, uma iniciativa que visa oferecer qualificação e garantir a inclusão das mulheres nesse setor em crescimento.
Além do avanço nas taxas de emprego feminino, a pesquisa também revelou que o Paraná teve a quinta menor taxa de desemprego do Brasil no terceiro trimestre de 2024, com 4% de desocupação, uma queda de 0,4 ponto percentual em relação ao segundo trimestre do ano. Este é o terceiro melhor resultado histórico do estado, abaixo da média nacional de 6,4%, refletindo um ambiente econômico favorável e a confiança do setor privado. A última vez que a taxa de desocupação no Paraná foi tão baixa foi no quarto trimestre de 2014, quando o índice foi de 3,8%. Desde o segundo trimestre de 2023, a taxa de desemprego no Paraná tem permanecido abaixo dos 5%, indicando uma recuperação econômica robusta e estável.
Fonte: Assessoria Governo do Estado do Paraná




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