A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) iniciou nesta semana o programa de visitação às obras do seu futuro campus, o Arandu, em Foz do Iguaçu. Concebido por Oscar Niemeyer e retomado após uma década de paralisação, o projeto representa um marco para a educação e integração latino-americana.

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As visitas acontecem às terças e quintas-feiras, às 9h e às 14h, com grupos de até 15 pessoas, mediante agendamento no site campusarandu.unila.edu. A experiência inclui um tour pelo canteiro de obras e uma imersão em realidade virtual que permite visualizar o campus finalizado, cuja entrega está prevista para 2027.

O projeto é fruto da parceria entre a Unila, Itaipu Binacional e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops), e reforça os pilares de transparência, educação e compromisso regional da universidade.

Durante o lançamento do programa, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, reforçou a importância da obra. “Espero muito em breve que possamos entregar a primeira fase do Campus Arandu e fazer com que a universidade esteja a serviço de toda a população e toda a América Latina”, declarou.

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A reitora da Unila, Diana Araujo Pereira, destacou o impacto social da iniciativa. “É um dia muito feliz para a nossa universidade, onde a gente percebe que a nossa territorialização, ou seja, o fortalecimento, a consolidação da nossa universidade é real e está se fazendo cada vez mais presente. Isto é excelente para a Unila, é excelente para Foz do Iguaçu, e é excelente para região trinacional.”

Além de salas de aula, o campus contará com laboratórios, biblioteca, restaurante universitário e áreas de convivência. O arquiteto Jair Valera, que trabalhou com Niemeyer, ressaltou o valor simbólico do projeto: “Oscar fez cinco universidades, e seus projetos partiam da visão de Darcy Ribeiro de integração entre os alunos (…) E aqui na Unila essa proposta se tornou ainda mais especial, porque é uma integração entre povos latinos.”

Fernando Barbieri, representante do Unops no Brasil, também reforçou o caráter colaborativo do projeto: “Ficamos muito felizes em ver essa obra tomando forma com tantos parceiros comprometidos em ver isso se tornar realidade.”

Com a retomada da construção e a abertura do canteiro à comunidade, a Unila reafirma seu papel como espaço de ciência, cultura e união entre os povos da América Latina.

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