Com a chegada do final de ano, é comum que as pessoas comecem a pesquisar preços de passagens aéreas e programar suas viagens. Existem diversas opções de sites e agências que oferecem passagens com descontos, mas o preço das passagens aéreas vai muito além do que a maioria imagina.
Os custos das operações aéreas são cobrados em dólar e repassados ao consumidor final em real. Com a alta do dólar, o querosene de aviação, principal combustível utilizado no setor, também sofre impacto dessas oscilações.
Frequentemente, as companhias aéreas acumulam dívidas de longo prazo, como no caso de cancelamentos de voos. Esses cancelamentos acarretam custos extras, como a emissão de vouchers para transporte e hospedagem, remarcação de voos internacionais e até mesmo o repasse de passageiros para outras companhias aéreas.
As operações no setor aéreo têm custos elevados, como a manutenção de aeronaves, taxas de uso de aeródromos e outros encargos. Muitas vezes, o balanço financeiro das companhias aéreas permanece negativo por longos períodos. Essa instabilidade do setor também reflete no baixo valor das ações dessas empresas.
No Brasil, um dos fatores que mais impactam o preço das passagens aéreas é a manutenção das aeronaves. As três principais companhias – Gol, Azul e Latam – operam com modelos diferentes de aviões. A Azul, que utiliza aeronaves da Embraer, tem uma leve vantagem em relação às concorrentes, já que a fabricante é brasileira, o que facilita o acesso a peças. Em contrapartida, a Gol depende exclusivamente da Boeing para a fabricação de peças, e a Latam utiliza, em parte de sua frota doméstica, aeronaves da Airbus, fabricante de origem francesa.
Em 2024, segundo dados da ANAC, 60 aeronaves das companhias Gol, Azul e Latam estavam fora de operação. Isso levou a uma medida emergencial de utilização de aeronaves mais antigas, que consomem mais combustível. Esses custos adicionais, inevitavelmente, serão repassados ao consumidor final, resultando em um aumento ainda maior no preço das passagens aéreas.



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