Os cães de raças braquicefálicas são animais que possuem o focinho mais achatado, característica que, junto a outras particularidades anatômicas, exige cuidados específicos, especialmente durante o transporte. No Brasil, o transporte de animais de estimação é regulamentado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Resolução nº 12.307/SAS, de 25 de agosto de 2023. No entanto, cães braquicefálicos, como Pugs e Buldogues Franceses, necessitam de protocolos especializados para viagens seguras.

Características dos cães braquicefálicos

Os braquicefálicos apresentam focinhos curtos e crânios achatados, o que os torna mais suscetíveis a condições adversas, como variações de temperatura e pressão. Essa conformação anatômica reduz a passagem de ar pelas vias respiratórias, aumentando o risco de dificuldades respiratórias, especialmente em ambientes de baixa ventilação ou temperaturas extremas.

Além disso, essas raças são mais propensas a desenvolver a síndrome braquicefálica, que pode incluir sintomas como ronco intenso, respiração ofegante, intolerância ao exercício e, em casos mais graves, obstrução das vias aéreas.

Protocolo para transporte de cães braquicefálicos

Devido à sua maior sensibilidade, cães braquicefálicos não podem ser despachados como carga no porão da aeronave. Esse espaço está sujeito a oscilações de temperatura e pressão, o que pode representar riscos à saúde e até à vida desses animais. Por isso, eles devem ser transportados exclusivamente como pets na cabine, onde as condições são mais estáveis e seguras.

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Ao viajar com um pet braquicefálico, é essencial:

  1. Escolher a caixa de transporte adequada: A caixa deve ser espaçosa, ventilada e permitir que o animal se mova e respire confortavelmente.
  2. Evitar horários de calor extremo: Viagens durante o início da manhã ou à noite podem ser mais seguras, especialmente em períodos de altas temperaturas.
  3. Consultar um veterinário: Antes da viagem, é importante realizar um check-up para garantir que o animal esteja em boas condições de saúde. O veterinário também pode recomendar medidas adicionais, como sedativos leves, caso necessário.

Cuidados especiais durante o transporte

  • Hidratação: Certifique-se de que o animal esteja bem hidratado antes da viagem, mas evite exageros para prevenir desconforto na bexiga.
  • Observação constante: Durante o voo, mantenha o pet sob vigilância para identificar sinais de estresse ou desconforto.
  • Temperatura ambiente: Evite expor o animal a ambientes quentes ou abafados antes e após o embarque.
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Quando se trata de produzir conteúdo para o Portal 100fronteiras.com ela domina. Bacharel em Saúde Coletiva, atualmente ela cursa Letras.

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