O ano de 2007 marcou uma transformação significativa na aviação comercial civil brasileira. O país se despediu da pioneira Varig, uma referência mundial em aviação civil, conhecida por seus banquetes de alto nível, atendimento “vip” em todas as classes e comissárias de voo dedicadas a atender todas as necessidades dos passageiros, oferecendo também kits de lembrança. As memórias dos entusiastas da Varig evocam a era de ouro da aviação civil brasileira, que abrange as décadas de 70 e 90.
Com a chegada dos anos 2000, a demanda por viagens aéreas cresceu entre as camadas sociais mais humildes, e os preços das passagens diminuíram. Isso levou a uma redução nos serviços a bordo, como os banquetes, e as tarifas passaram a ser mais acessíveis. A Varig, uma das companhias aéreas mais antigas, não conseguiu se adaptar ao modelo “low cost”, que se caracteriza por tarifas básicas com serviços reduzidos, e começou a enfrentar dificuldades financeiras, culminando em sua falência sem incentivos suficientes para sua manutenção.
A aviação se popularizou, e as formas de pagamento das passagens também se flexibilizaram. Com a internet alcançando muitos lares brasileiros, os passageiros puderam comprar passagens e pagar com cartões de crédito, sem precisar ir a um aeroporto ou agência para cotar valores de viagens.
A aviação civil brasileira enfrentou um período de caos a partir de 2007, com apagões e diversos problemas, pois o país não conseguiu atender a todos os viajantes. Apenas três companhias aéreas permaneceram em operação, e o acesso a algumas regiões do país, como Acre e Amapá, tornou-se difícil devido ao isolamento geográfico. Muitas companhias deixaram de operar rotas para essas regiões.
O setor passou por uma série de instabilidades no período pós-pandemia. Embora os voos continuem cheios, todas as companhias estão endividadas, e os serviços oferecidos não são considerados satisfatórios. A franquia de bagagem grande não existe mais na legislação vigente, e os passageiros sentem-se desamparados ao tentar resolver dúvidas e pendências com as companhias aéreas.
Embora a aviação civil brasileira seja reconhecida mundialmente em termos de segurança e na formação de pilotos, comissários, engenheiros e mecânicos aeronáuticos, ainda há uma grande demanda de passageiros a ser atendida, e a dependência de apenas três companhias aéreas—Latam, Azul e Gol—em um país de proporções continentais é uma questão que deve ser reconsiderada. Todos são impactados pela queda na qualidade do serviço prestado pelas companhias aéreas.
A aviação civil brasileira precisa passar por uma remodelação no serviço para garantir uma melhor satisfação dos passageiros, especialmente em cidades como Foz do Iguaçu, que recebem turistas de todo o mundo, principalmente durante a alta temporada, como dezembro, janeiro e fevereiro.




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