Em meio à correria dos aeroportos, objetos esquecidos se acumulam nos setores de Achados e Perdidos, revelando histórias tão diversas quanto os próprios itens. Entre os mais comuns estão almofadas de pescoço e documentos, enquanto bengalas, muletas e até olhos de vidro figuram entre os inusitados.
Nos terminais brasileiros, o fluxo constante resulta em milhares de objetos perdidos anualmente. Documentos e cartões lideram as estatísticas, mas há também espaço para itens peculiares, como um carrinho de carga, luminárias, um atabaque e até dentaduras.
O processo de recuperação desses objetos segue uma rotina organizada. Após catalogação, há um período de espera para que os donos os resgatem. Caso isso não ocorra, os itens são doados a instituições de caridade credenciadas. Documentos pessoais vão para os Correios, enquanto cartões de crédito são destruídos após sete dias.

Doação para APAE de Foz do Iguaçu
Recentemente, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu se destacou ao doar mais de 550 objetos não resgatados do setor de Achados e Perdidos para a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A iniciativa faz parte de uma campanha nacional da CCR Aeroportos, que busca beneficiar instituições sociais em diferentes cidades do Brasil.
Malas, roupas, brinquedos e calçados foram entregues à APAE de Foz do Iguaçu, proporcionando conforto a cerca de 500 alunos. A diretora da instituição, Cláudia Batista, ressaltou a importância das doações, que serão utilizadas em prol da comunidade atendida.
Enquanto isso, nos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, dados revelam um grande volume de objetos perdidos. Entre troféus, baquetas de maestro, varinhas do Harry Potter e cadeiras de rodas, a diversidade surpreende.
Para evitar contratempos, a recomendação aos passageiros é carregar o mínimo necessário e prestar atenção aos objetos encontrados pelo terminal. Em caso de perda de passaporte, a orientação é direcionar-se à Polícia Federal.
Ao encontrar um objeto esquecido, a orientação é não manuseá-lo e chamar um funcionário do aeroporto. Com equipes treinadas, evita-se danos ou extravios durante o processo de recuperação. Para itens perdidos dentro de aeronaves, a responsabilidade é das companhias aéreas, exigindo contato direto com a empresa.
Em meio aos percalços da viagem, a saga dos objetos esquecidos revela não apenas a diversidade do que é deixado para trás, mas também a solidariedade presente nas doações a instituições como a APAE, transformando esquecimentos em impactos positivos na comunidade. (Com assessorias)


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