A passarela de acesso à Garganta do Diabo, localizada na margem argentina do Rio Iguaçu, permanece fechada, devido ao aumento da vazão nas Cataratas, que está cinco vezes acima do normal após as chuvas intensas do fim de semana. O fechamento é uma medida preventiva adotada pela concessionária Iguazú Argentina e pela direção do Parque Nacional Iguazú, com o objetivo de garantir a segurança dos visitantes.

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As autoridades locais têm um protocolo que determina o fechamento do acesso à Garganta do Diabo quando a vazão do Rio Iguaçu ultrapassa os 6.000 metros cúbicos por segundo (m³/s), o que ocorreu no domingo (8) e continuou subindo até atingir 7.840 m³/s às 6h desta segunda-feira. O fluxo continua acima do normal e deve seguir assim nas próximas horas.

A boa notícia é que os outros dois circuitos panorâmicos da margem argentina, o Circuito Superior e o Circuito Inferior, permanecem abertos ao público. No lado brasileiro das Cataratas, todos os mirantes e passarelas estão funcionando normalmente, e o Parque Nacional do Iguaçu está operando sem restrições.

Origem do nome: Garganta do Diabo

Garganta do Diabo é um dos atrativos naturais mais impressionantes do Parque Nacional do Iguaçu, localizado na fronteira entre Brasil e Argentina, e é parte das famosas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná. A origem do nome “Garganta do Diabo” tem uma história interessante e está envolta em lendas e mitos populares.

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O nome “Garganta do Diabo” remonta ao impacto visual e sonoro que a cachoeira causa nos visitantes. A água das cataratas cai com grande força em um grande desfiladeiro, formando um som ensurdecedor e uma névoa intensa que se espalha pela área. A paisagem imponente e o som da água, que lembra o rugido de um “diabo”, foram provavelmente o que inspirou esse nome. Para muitos, a imensidão e a força da queda d’água transmitem uma sensação de um poder sobrenatural, e a ideia de que o “Diabo” poderia habitar esse lugar remoto e selvagem pareceu um conceito natural para as culturas locais.

Há também uma história associada a uma lenda indígena que fala sobre a origem das Cataratas do Iguaçu. Segundo alguns relatos, a lenda conta que uma enorme serpente (ou espírito) chamada “Boiúna” vive nas águas do rio Iguaçu. Essa serpente, que controlava as águas, teria se enfurecido ao ver que um casal indígena havia decidido fugir de seu poder, atravessando o rio. Para punir os fugitivos, a Boiúna teria provocado uma grande erupção no rio, fazendo com que as águas caíssem do alto em forma de cataratas. A lenda também faz referência a um local de grande tumulto e força, que poderia ser descrito como “a garganta do Diabo”, o que remeteria ao nome dado à Garganta do Diabo.

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